quinta-feira, 19 de maio de 2011

Esotérico amor.

Há tempo que te olho diferente.

Incomoda – me teus passos nervosos,

estranha – me o som da tua voz.

Há tempo que ignoro meus sentimentos.

Escondo – me atrás de palavras,

perco – me entre sinais.

Há tempo que o medo me trava.

Busco – te em meus sonhos,

e te deixo escapar ao amanhecer.

Quero – te tanto,

mas te esqueço no meu abandono.

Amo –te tanto,

mas deixo – me levar nas ondas da solidão.

Faz tanto tempo.........

Lumar(19/05/11)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Teu

Perguntar o que aconteceu.
Onde foi parar meus passos,
onde meu olhar cessou de te procurar?

O que modificou meu querer?
Instintos de mulher em busca de algo.
Sentimentos de tudo que não posso ter.

Que faço eu agora depois do teu silencio.
Que faço eu depois que me deixaste sozinha procurando o som da tua voz.
Procurando o instante de tuas mãos estendidas,
procurando o momento da tua entrega em mim???
Que faço eu, agora que te quero tanto??
Que faço eu, que te busco em meus híatos,
em meus ternos atos de te querer?

Por favor, me dá uma luz, um som,
um pitada de cheiro de outono.

Deixa-me dar um salto adiante e pra dentro de ti.
Deixa-me viver a plenitude da tua história,
Deixa-me ser a errante, a fada, a bruxa, a puta que te apossou.
Deixa-me ser o que mais prezas e o que mais detestas.
Deixa-me ser exclusivamente tua.
Deixa-me livre pra te devorar e te possuir.
Deixa-me ser escrava liberta,
momento de teu puro querer.

Peço que me deixes voar nos teus espaços e pousar livre...
Fazer teu corpo meu porto,
fazer de ti meu imenso prazer.
Te amo....
Lumar (madrugada de lua, Natal-RN)

Quem é ela?

Parece coisa de adolescente.

Sonha acordada, vive no mundo da lua.

Embalando as lembranças no vento,

na rede, na rapidez da internet.


Parece coisa passageira.

Seu humor bipolar,

sua impulsividade guerreira,

seu complexo mal estar.


Parece a lua no céu.

Cheia de fases e mistérios,

brilha nos momentos ébrios,

fica de fato ao léu.


Parece que desaparece.

Entre frases, pontos e pontes.

Aponta seu dedo no ponto,

e cala, não esclarece.


Parece que nem é ela.

São milhões e tão diversas,

usa preto, azul e bege,

e fica com a alma amarela.


Parece Alice, Mafalda,

Rê, Cinderela....

Mas, quem é ela?

Lumar (16/05/011)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pra dizer adeus...

Sem mais…
Não suporto o estorvo a que me impões.
Sinto o peso da tua insegurança,
sinto o descaso do teu cuidar.
Quero que busques outros caminhos,
que flutues em teu espaço vazio,
que enxergues as margens,
que descubras teus montes,
que enlouqueças por prazer.
Sem mais…
Minhas palavras ecoaram no vento,
meus olhos secaram de medo e,
minhas mãos pesaram duras
de tanto esperar pelo teu chamado.
Agora…… parto sem culpas,
aporto no encantamento do bailar,
nem que seja o canto do cisne,
mas vislumbro o alumbramento
e renasço do teu morrer em mim.
Lumar(19/04/11)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Vaga lembrança

Lembro dos instantes que não passamos juntos,

dos beijos não dados,

dos abraços entrelaçados de vazio.

Lembro que nos perdemos entre caminhos,

que seguimos sozinhos,

que pensamos em nos ter.

Lembro de todos os passos,

de todos os laços,

de todos os nós que desperdiçamos.

Lembro do cheiro da despedida,

do gosto da solidão,

do aperto no peito ao te olhar pelo retrovisor.

Lembro que não quero lembrar,

lembro que não quero esquecer.

Lumar (31/03/11)

terça-feira, 29 de março de 2011

Essência

Quero mergulhar no teu infinito,
voar no céu da tua boca e,
adormecer entre teus braços.
De fato, me refaço em ti.
Lumar(29/03/11)
... e na minha retina, gravada em fogo do prazer,
tua presença me incita a cometer loucuras...
Poetando vou amando às avessas.
Lumar

quinta-feira, 24 de março de 2011

Arrebatamento

Pode despejar em mim

teus medos, frustrações, agonias,

teus fantasmas, insatisfações, rebeldias.

Deixo que me faças de cavalo, muleta,

estepe, tábua de salvação.

Depois vomito, escarro, escarno,

rasgo a ferida para derramar o pus.

Exponho – me entre canibais..

Só assim me deixo livre,

para ser quem sou,

para ser mulher liberta, e

largar ao vento o fundamento de amar.

Lumar(23/03/11)


segunda-feira, 14 de março de 2011

Atemporal

Quisera eu ter o poder
de transformar sonhos em realidade,
de mudar o rumo do vento,
de reinventar o viver.

Poderia criar a máquina do tempo,
fazer voltar a história
ao ponto exato do antes do não.
Ao instante em que seu sorriso
hipnotizou meus sentidos,
ao instante que respirei somente seu perfume.
Ao momento em que as borboletas
fizeram festa em meu estômago
e minhas pernas tremeram
e eu fiquei só amor.

Quisera eu ter o poder
de voar bem junto as nuvens e
me fazer chuva para lhe refrescar,
aliviar sua dor e cansaço e
ficar entre seus braços até nunca mais.

Lumar(11/03/11)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Náufrago

Foram tantas palavras,
ditas, escritas, rasgadas,
que minha vida ficou um texto inacabado.

Perdi o instante do sentir e expressar.
Perdi o momento da explosão.

Foram tantos passos,
em frente, em busca, ao redor,
que desequilibrei na hora do aportar.

Perdi a conexão do vôo.
Perdi a comunicação do olhar.

Foram tantos "nãos" repetidos,
que o sim também se fez não
no momento preciso.

Perdi o mistério dos teus olhos.
Afundei na magia do mar.

Naufraguei de tanto amar.

Lumar (24/02/11)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Essência

Quero mergulhar no teu infinito,
voar no céu da tua boca e,
adormecer entre teus braços.
De fato, me refaço em ti.
Lumar(29/03/11)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Portal

Ao som de um violão uruguaio,

à beira do Tapajós revolto.

Mil tons no céu que me leva,

azuis, rosas, escarlates, gris.

Grito em nome de um amor que não vibra,

sangro em nome de uma vida que não vem,

cruzou o portal de luz em busca da infinitude.

Lumar(02/02/11)