quarta-feira, 6 de maio de 2009
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue.
Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias.
Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.-
Eu faço versos como quem morre.
Manoel Bandeira
terça-feira, 5 de maio de 2009
Longe, muito longe.
do coração fica ausente
sinto falta do passado que não vem
saudades de um futuro presente.
Janelas e portas estão abertas,
trazendo imagens de lugar nenhum
caminhos e ruas de vias incertas
transformam o raro em coisa comum.
Mãos que tocam, mãos no ato,
mãos de fato, mãos do feto...
e quando o tato nos leva ao teto,
o que era concreto vira abstrato...
Marquinho Mota.
Fino Paladar
Que descendo pela minha garganta
me leva a mundos desconhecidos
de volúpia e prazer.
Teu gosto me salva de uma vida sem sentido,
me trás de volta o amor pelo viver
e a vontade de viver pelo o que vier...
Teu gosto me torna melhor
purificando a minha existência
levando para longe,
para o mundo dos sonhos,
meus pensamentos e desejos...
Teu gosto me faz feliz,
me faz descobrir que
a menor distância entre dois corpos
é o beijo.
Marquinho Mota
S(e)téreo
Estou sem som.
Eu estou só!!!!
O meu som proucura a tua solitude
enquanto eu durmo
porque eu tenho sono e
no meu sonho
eu estou só.
Eu tenho dó dentro de mim,
Também tenho o fá o sól, o lá, o si, mas mesmo assim...
Estou sem som.
Me sinto muito só,
por isso eu canto em todos os cantos,
encantos e esquinas da minha vida.
Eu quero sentir tua mão me fazer dormir,
porque eu estou com sono,
muito sono,
Lá na esquina minha menina
Não tenha medo de mim...
Marquinho Mota.
Uma Palavra
Só sei que estou aqui do teu lado.
Mesmo que isso não seja nada....
Não sei onde estou
Mas sei que devo estar aqui do teu lado,
Mesmo que isso
queira se chamar de dor...
Não sei onde estou
e nem sei o que fazer longe de ti...
Sinto falta do teu calor,
Sinto falta do teu amor,
Sinto falta de você...
Não sei onde estou
Só sei que estou do lado de dentro do teu amor e do teu corpo.
Marquinho Mota
sábado, 2 de maio de 2009
In - verso
Duas gotas de Red
Uma garrafa de Johnnie Walker na mesa. Seca....
Aliás, com duas gotas que fiz cair na minha mão.
Apenas para sentir o gosto da sua boca.
Sensação vazia de prazer.
Gosto, impressão, saudade.
Garrafa vazia sempre lembra o último prazer vivido,
o último momento de ilusão.
Saudade....
Que possamos beber sempre juntos
a última gota.
Lumar(01/05/09)
Enquanto isso....
terça-feira, 28 de abril de 2009
Lua em São Jorge
É uma jóia que trás os mistérios das águas do mar.
Mistura teu sabor
Com um filho do rio
Pronto pra te amar.
Beijo de fada,
Mãos de Anjo,
Leva minha alma
Pra dançar em teus jardins,
E me deixa experimentar
O que é estar em você.
Cor de salmão,
Cor de paz,
Me faz feliz.
Marquinho Mota.
Estrela de Rio
Iluminado rios, ruas e sorrisos,
Atrai felicidade e enche minha alma de paz.
Vem até mim com a força da criação,
“aquela primeira
depois da explosão...”
de risos,
de prazer,
de tudo o mais
que nos for permitido.
Marquinho Mota
Cale-se, Leia e Desista.
Elas já doem demais sem a sua ajuda,
e ainda estão estão abertas
desde o nosso último encontro.
Sei que minha dor te diverte
mas estou determinado a acabar
com este circo de horrores.
Deixe minhas feridas secarem
assim como minha alma secou
na ausência do teu amor
e pela falta de carinho das tuas mãos;
mãos que mataram,
estrangularam e destruiram
toda a obra que o meu amor
esculpiu para você.
Deixe minhas feridas calarem,
como minha boca calou
por só saber dizer "eu te amo."
Deixe que o meu sangue
saia sozinho das minhas veias....
Me deixe a sós com as minhas feridas.
Marquinho Mota.
Um Violão e um Banquinho.
Meu time perdeu,
Meu fumo acabou e eu não tenho analgésicos...
Minha mulher se foi,
minha geladeira está vazia,
Estou desempregado e,
mataram o meu cachorro...
"- Cadê a porra da toalha???"
O cara do boteco está batendo em minha porta.
Tenho azia.
Não tenho Vontade.
O banquinho quebrou a perna,
A corda puiu.
"- Égua xiri, tem termo."
Marquinho Mota.
Buraco negro
depressão,
medo da solidão.
Voz solitária, amplificada
para poder se ouvir.
Olhos perdidos,
estrangulados no meio da confusão.
Mãos que buscam
o vazio do não ter.
Sorriso vazio.
Amor confuso, difuso,
paixão, ilusão de sentir.
Braços frouxos, abraços mornos,
espaços do coração.
Circulação impedida
pela ambição desmedida,
pela soberba imprecisa,
pela emoção contida
do ser em ebulição.
Vício de sentimento.
Imprecisão de sentidos.
Descompasso da vida,
Pânico da síndrome da solidão.
Lumar (27/04/09)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Campo Minado
Pessoas com sentimentos contraditórios.
Pessoas com sentimentos estranhos.
Pessoas sem sentimentos.
O ar tão denso que quase
conseguimos pegar,
que quase conseguimos transpor,
e o corpo cansado de tanto
jogo de cintura.
E as ondas elétricas passam
de um corpo para o outro.
Ansiedade, medo,
desejo, tensão,
tesão.
Um querer sem hora,
um querer por hora,
um querer por querer.
E as ondas se propagam,
e sem conseguir respirar,
sem conseguir conciliar
sono e vontade,
sem conseguir dormir,
sem conseguir viver
em campo minado.
Lumar (24/04/09)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ex - gota - mento
olhando você...
Olhando do outro lado
telhados vermelhos
eu vou...
Tem rio, tem riso,
tem ar, tem amar...
Olhando o Tapajós,
a moça de vestido
é como um dia bonito...
Marquinho Mota
domingo, 19 de abril de 2009
Pandora
Perdidos em uma noite nua.
Nua de sentimentos, nua de entendimentos.
Quem são vocês para julgarem sentimentos?
Quem são vocês para entenderem encantamentos?
Somos feitos de algo maior que células.
Somos somas de olhar, ouvir,tocar, falar.
Somos o que ninguém mais quer ser.
Somos só...
Sensores de bem querer.
Lumar
Vôo Solo
Percorrendo quilômetros de distâncias
sobre rios e terras,
Procurando. Buscando.
Essencialmente buscando sua essência.
Vôou... Pousou...
Mas na confluência dos rios e mar, se perdeu.
E até agora não acho.
Não acho espírito,
Não tenho calma
nem essência.
Tenho vontade de confluir
de confudir e
de me fundir com você.
Tornar um só,
Tornar a ser você,
sem perder a quilometragem
que existe aqui.
Continuo voando.....
Lumar e Marquinho Mota
Em cada ombro um abrigo
Em cada rosto um irmão.
Em cada circo um palhaço
Em cada corpo o sagrado
Em cada mão, comunhão.
Em cada folha uma luz
Em cada ser que me conduz
um pedaço de criação.
De cada força eu preciso
Em cada olho um amigo
Em cada abraço união.
Em cada porto um abrigo
Em cada fala um caminho
Em cada por do sol um destino.
Marquinho Mota
terça-feira, 14 de abril de 2009
O espelho que reflete o brilho mas que não diz o que sente.
A chuva que escorre de dentro da essência.
O espelho que brilha.
A chuva que lava.
O espelho que prende.
A chuva que leva.
O espelho que retêm o ritmo,
A chuva que faz o som.
O espelho que nada mais é, que o todo de aprisionamento.
A chuva que é o encantamento da renovação.
Quebra, o espelho de tudo que nos prende.
Deixa a chuva lavar toda a dor.
Pois sempre haverá outros dias e,
enquanto houver ar, respire!!!!
Dentro do espelho sinto a chuva cair.
Lavar minha alma e fazer renascer.
Dentro do espelho sinto paz.
Tem uma criança dentro do espelho.
Tem um espelho solto no ar.
Lumar, Joe e Marquinho Mota (12/04/09)
Em dia de Luz e Paz.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Só
Que meu amor seja tua salvação.
Que meu amor seja teu resgate.
Que meu amor seja minha falta de visão,
mas a tua visão plena.
Que meu amor seja nada mais que
o torpor de esperar.
Que meu amor seja amor e nada mais.
Lumar(12/04/09)
Beija Flor
Meus ouvidos escutam o que desejas ouvir.
Minha boca pronuncia só teu amor.
Teu cheiro na minha pele, sempre.
E meu desejo infinito pelo teu corpo.
E quisera eu ser o ser que te completa.
E te ama e te alucina.
E sentir como beija flor,
Cheirar, alimentar e viver de amor.
Lumar ( 12/04/09)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O homem, o guarda - chuva e a madrugada
Seu cantar é rouco,
Seu sonhar é louco,
Sua esperança é finda.
Seu amanhã foi ontem,
Seu querer vagueia longe,
Seu tudo é quase nada,
Sua vida expira.
Expira aos poucos...
Num trago, num gole,
em dias sem comida,
em noites vazias,
em solidão.
Lumar(08/04/09)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Lunar
E ele reverbera no vento
e firma o encantamento
de ser tua.
Lumar(06/04/09)
AZUL
A SAUDADE DELE É AZUL
COMO AS ASAS BORBOLETA QUE COMPARTILHA SUA MATIZ CINTILANTE PROCURANDO
ONDE POUSAR.
POUSA NA LEMBRAÇA...
ENQUANTO LÁGRIMAS CONTIDAS ABREM A ESPERANÇA COM UM SORRISO.
ELE É UM HOMEM QUE CHORA E MERGULHA NAS ÁGUAS CORRENTES DA VIDA...
ELE É UM HOMEM QUE CHORA AS HORAS DE OUTRORA
E RI AS HORAS QUE ESTÃO POR VIR...
MANEIO DO TEMPO, DESVELO DE SONHOS, SILÊNCIOS E RISOS.
Andréa Aires Imbiriba
Para o querido amigo, Marquinho...
Alter do chão, 05 de Abril de 2009.
Véspera do seu aniversário.
Fechou um ciclo num dia de ALEGRIA. Amanheceu com o céu aberto pras
coisas boas e que ele merece receber.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
TORPOR
Seguro o meu coração que é de cristal
E não o deixo cair.
Fios brancos anunciam o meu crepúsculo
E revelam a fragilidade de minha existência,
Suposta maturidade!
Meu coração de cristal...
Meu temperamento difuso,
Estado de torpor,
Tanta insensatez...
Me dá um desespero o Juízo final...
E no meio da minha solidão a tempestade!
Não...
Não quero envaidecer teu coração de menino,
Mas tocar de mansinho o coração do homem
Que vejo e sinto como se já fora meu!
Esse assombro que me toma a madrugada
Rasga o meu sexo,
Aquece o cálice do meu corpo e sinto a dor do ato literal
E nunca fomos um!
Oh...quanto pecado em sonho!
Diga que é loucura.
Quero mesmo o desvario
Quero mesmo estar no cio
Voraz,
Em brasa,
Apaixonada e louca.
Posso e quero
Imaginar teus dedos
Delineando os meus lábios
Meus ombros
Meus seios e adiante...
Sem pressa e sem cansaço.
Essa inquietude de agora,
Prefiro isto a não ter nada!
Deixa...deixa eu dizer...
Deixa eu te perturbar
De vez em vez
Sem ser demais
Sem invadir os teus domínios...
Só à ti quero dizer...
Posso calar meu pensamento,
Mas quero muito
Que o meu desejo seja o teu.
Juro,
Queria a cura para o meu delírio,
Mas creio estar perdida.
Dá-me um rumo!
Saiba,
O teu medo é a minha dor.
Vem,
Dê-me a tua aurora
E toma o meu coração de cristal...
Andréa Imbiriba
Santarém, 19 de fevereiro de 2007.
domingo, 5 de abril de 2009
Não sei
Indelével...
Escorre dos meus olhos
a essência que não vivi.
Minha vida supostamente feliz.
Ser o que sou é isso?
Questionamentos aos quais não sei responder.
Só sei que amo demais,
Percebo demais,
Vivo demais.
Lumar(03/04/09)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Sapateado de catita
a festa se faz no
Condomínio BNH.
Dança dos ratos,
sapateado de catita,
briga por quem grita mais
por calor e sobrevivência.
Não temos a menor ciência
do que pode rolar no
Condomínio BNH.
Falta água na torneira,
comida na geladeira,
espaço pra por a esteira
e sonhos para sonhar.
Lumar(02/04/09)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Dona Florzinha no jardim das borboletas
Onde as imagens refletem o brilho do sentir,
Onde o amor reina como condutor de plasmas,
Onde não existe a dimensão de espaço,
Onde tudo pode ser verdadeiro,
Onde você tem cheiro de paz.
Onde minha vontade chegar,
Onde a dor começa a cessar,
Onde a lua encontra o mar
e os caminhos começam a ir.
Onde tuas mãos me fazem jazz
e meus filhos caminham no ar.
Onde o sonho se faz,
Onde você tem cheiro de paz.
Lumar e Marquinho Mota
domingo, 29 de março de 2009
Estrada das estrelas
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Descalibre o trintaeoito
Dispare beijos, carinhos e canções.
Atinja em cheio os corações.
Dispare raios, tempestades, emoções.
Dispare cores, flores, amores.
SUBVERTA A ORDEM.
Exploda o inatingível.
Dispare o desejo de querer
a energia que rege seu ser.
Descalibre o trintaeoito.
E sinta o sabor do coito
que minha boca tem pra te dar.
Minha pólvora queima,
como o teu sorriso
queima a minha tristeza.
E meu estopim é a tua existência,
Que me faz viver.
Andréa Imbiriba,Lumar e Marquinho Mota
quarta-feira, 18 de março de 2009
P.B.
e o teu beijo pra me colorir.
A vida no porta retrato,
e o nosso sorriso congelado
no instante em que se viveu.
Lumar(18/03/09)
terça-feira, 17 de março de 2009
O Nome
Não teme a morte.
Não teme o castigo.
Não teme a solidão.
Quem não deve, não teme:
O cobrador.
O impostor.
O guarda da esquina.
Quem não deve, não teme:
A própria chance de ser feliz.
O tamanho do seu nariz.
Quem não bebe, não treme.
Marquinho Mota
segunda-feira, 16 de março de 2009
levando tudo o que vê pela frente.
Tão violento, rápido,
Preciso e imponente.
O mar tão belo.
A vida tão rápida.
Tudo no mesmo turbilhão.
O que estava? O que passou?
O momento. O instante.
E no próximo segundo nada mais restará.
Só o corpo arqueado, sucumbido, acabado,
O corpo em decomposição.
E como o mar lavando a areia,
A dor, a corrosão leva o corpo,
Salva a alma, acaba a escuridão.
Lumar (12/03/09)
sexta-feira, 13 de março de 2009
O Vôo do bárbaro
tentando encontrar razões para tanta dor,
buscando encontrar explicações para tanta solidão.
Só encontrei apenas a tua ausência como resposta.
Quero sentir novamente o calor da tua boca
colada a minha,
provar teu gosto com a minha alma
e me perder em teu sorriso,
enquanto a chuva cai despreocupadamente lá fora.
Estive voando sobre a floresta
na esperança de que nas árvores
além do verde da clorofila
estivesse o branco da tua pele
fazendo brilhar meus olhos
com fogo, amor e paixão.
Estou voando próximo ao chão.
Estou de volta a realidade.
Marquinho Mota
terça-feira, 10 de março de 2009
Pipa Luna
sábado, 7 de março de 2009
Vassoura da Bruxa
Rede sem peixe
sem saber como agir depois que a chuva passou.
É foda estar sem você,
e não saber que caminho seguir por que o mar secou.
É foda perder você no outro lado da estrada
e te buscar por caminhos que não deveriamos caminhar.
É muito foda estar sem você.
Marquinho Mota
quinta-feira, 5 de março de 2009
O outro
Outro lado do papel,
Outro lado da moeda.
Outro lado da rua,
O lado escuro da lua.
O outro lado do humor.
E eu nem sei lá o que sou.
Me decompondo do outro lado do muro,
Me recompondo do lado obscuro,
Me refazendo para ser o que sou.
Os encontros e desencontros,
Somos nós que fazemos os motivos,
Para termos que nos perder.
Lumar(05/03/09)
quarta-feira, 4 de março de 2009
Me diz, pra que????
o som da morte.
Imprudência, estupidez, castigo.
A batida seca, vidros quebrados, poste caído em lascas.
Gritos!!!!!!!
Passividade e incredulidade das pessoas.
E na certeza da impunidade
e no amparo do anonimato,
o covarde foge.
Silêncio outra vez.
Lumar
Meu ovo direito é torto.
e por cima também.
Mas nesse momento o que eu preciso mesmo:
É de um buraco para me esconder.
Fugir da realidade e
esquecer que o mundo existe.
Quem tem boca arrota.
Quem tem pé, anda descalço.
Siga sua rota longe do buraco.
Porque o buraco te traga,
e eu te trago dentro do meu coração.
Quem tem boca come pão.
Marquinho Mota
terça-feira, 3 de março de 2009
Isreal
domingo, 1 de março de 2009
Cinema com pimenta
E a minha lida,
escrita, falada,
Me diz que eu tenho que seguir.
Sempre seguir em frente,
desbravar, descobrir, desconcertar.
Mas hoje não. Não tem começo.
" E a minha aventura esta fadada ao desassossego da alma".
Desassossego que tem vôo de borboleta,
Desassossego que incendeia,
Desassossego de pôr de sol.
Precisamos de mais,
Precisamos descobrir.
A saga do matulão contra o canoeiro,
nesse mês na luz da lua cheia.
Lumar e Marquinho Mota
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Égua da PORRADA ! ! !
Sinto que ela voou pra longe.
Em uma brisa suave
E se deixou levar para além do mar do norte.
Fica com a sorte
E deixa que o balé das tuas asas
Encante o mundo.
Tá faltando borboleta no jardim.
Eu acho que ela não volta.
Em sua nova casa
O vento é frio,
Ela é do frio
Por isso eu acho que ela não volta.
Tá faltando borboleta no jardim
E ela levou um pedaço de mim.
Marquinho Mota
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Verita
Eu hoje
(esta é de uma grande amiga, Valeu France...)
Eu hoje
Quando te olhei
não vi ninguém
quando te vi
não senti nada
o vazio tomou
conta de mim
nada mais me animava
estava viva sem viver.
A angustia queria dominar-me
e eu quase
que me entregando reagia
mas estava fraca.
A cada dia
algo acontecia
e mudava o percurso
de minha vida
triste e vazia.
Brigava entre o morrer e o viver
mas o viver buscava sim
argumentos para continuar
e quase na penumbra
uma luz surgia
uma luz gelada
era assim a minha luz
já não ardia de calor
mas era fria.
E eu,
eu que já não fazia poesias
agora tento
meio confusa
sem ter certeza
do que quero
escrevo,
não, não escrevo
apenas deixo a caneta
seguir, e as letras
meio que rabiscadas surgem
como aquelas luz
aquela luz fria.
E é assim
que sem saber
exatamente o que faço
vou mudando
meus passos
vou tentando viver.
France Teixeira
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Segunda Geração
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Um dia bonito!!!!
Madrulouca
Vasculha - me,
Inverte - me!
Agarra em meus pelos, que pelos?!?!?!?!
Lambuza -me e
Abusa,
Enlouquece - me!!!!
Lumar (20/02/09)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Cristal Japonês
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Desassossego
O tempo passando como se não ligasse pra alma.
A alma..... Ah! a alma......
A inquietude da alma.
O espaço fechando, o cheiro de terra molhada impregnando,
a sensação de vazio aumentando, a semente germinando, o ser.....
E tudo parece não fazer sentido.
Só esse desassossego na alma,
transformando o tempo em um único instante.
Lumar(18/02/09)
Calor, muito calor........
não tem água e nem vento no ar,
falta coragem para andar
e minhas pernas não obedecem mais.
Isso não é vida pra ninguém,
isso é um desassossego na alma de qualquer um...
Minha carne doi,meu cérebro está derretendo,
as pernas já não obedecem mais.
Sinto vontade de fugir,
mas não tenho forças para isso.
Isso não é vida pra ninguém,
isso é um desassossego na alma de qualquer um...
Não acredito que ainda respiro,
o ar quente corroi minhas narinas
e o que sai da minha boca é pó.
Égua do calor da porra.
Isso não é vida pra ninguém,
isso é um desassossego na alma de qualquer um.
Marquinho Mota
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sexta,13
Preencher com a minha boca e língua, a extensão da tua boca.
Transformar todas as fantasias em realidade pura,
Permanecer em puro êxtase.
E depois do último suspiro de prazer..... começar tudo de novo.
Lumar e Bruxo(13/02/09)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Noite fria ao lado de Zeus ou observando a distância o vôo da borboleta.
Te quero tanto que começo a acreditar que não existo,que sou um sonho seu.
Ainda ontem caminhei ao acaso te procurando,
Tentando encontrar explicações para o que sinto.
Achei amor.
Achei que ao teu lado tudo seria possível,
E que, mesmo no meio da tempestade,
Nosso barco seguiria o caminho certo
E que nossas águas deslizariam serenas como o sono da criança amada.
???????
Minhas mãos estão cansadas. Meus pés doem,
E apesar disso
O meu amor cresce a cada dia que passa,
Comendo da vida que você me dá.
Minhas mãos estão cansadas
E meus olhos tristes
Porque no horizonte eles vêem à hora da partida,
No fim da linha eles contemplam a tua ausência
E no dia seguinte eles enxergam o nada.
Meu barco ainda procura teu porto,
E minhas mãos precisam descansar em paz.
Marquinho Mota.
Entre o ponto de exclamação e o de interrogação
decreta o fim......
Fim de frase,
fim de parágrafo,
fim de texto.
Simplesmente fim.
Um ponto
pode significar vários pontos,
pontos em comum,
pontos que demarcam distâncias,
pontos que dão latitude, longitude, profundidade.
Ponto.
Ponto e vírgula, pausa.
Três pontos, retiscências.
Ponto. Minha vida é sempre um ponto.
Só pontos, todos reunidos, todos reluzentemente brilhantes.
E talvez hoje seja o meu ponto final.
Lumar(10/07/08)
Para Suzannah!
palavras que não fazem sentido.
E tenho em meu varal
roupas sujas que balançam ao vento.
Mas trago dentre os meus vícios
Uma vontade louca de gritar teu nome,
e de sentir a vida pulsar
Em cada gota do teu prazer.
Marquinho Mota
P. A.
É necessário que se tenha em mente, que nada é absoluto, eterno, compreensível.
Necessário se faz, sentir o gosto, sentir "aposto", primavera em agosto.
Necessário se faz, sentir que a vida pulsa em pequenas doses de adrenalina do não mais vir.
É necessário fazer, necessário viver.
Lumar(07/02/09)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
.... restos vitais....
seus dentes,
seu desprezo.
Dilacerado pela angústia,
solidão
e medo.
Dilacerado em mágoas,
depressão e
desespero.
Minha vida escorrendo entre os meus dedos,
se esvaindo lentamente..
Sumindo entre fumaça, álcool e ilusão.....



