Estou com inveja daquela frase que você disse ontem.
Começar é tudo que precisamos,
inflamar o inflamável,
descarnar o impossível,
sangrar até a hemorragia do não poder.
Sinto inveja da tua dor, da tua poesia.
Até mesmo do teu sangramento
que naquele momento me fez feliz.
Felicidade é um dia qualquer,
um momento qualquer.
A dor que sinto é o de
não poder amar na plenitude,
é o de não poder gritar o encantamento,
é o de não poder fazer o que quero, enfim....
Sinto inveja de você.
Marquinho Mota e Lumar(12/07/09)
terça-feira, 14 de julho de 2009
Inverso amor
Tenho amores inversos,
amores ocultos,
amores reversos.
Tenho sonhos não revelados,
não vividos, não buscados.
Sonhos estranhos,
sonhos totalmente obscuros.
Tenho vontade de gritar
que não quero o que está pronto.
Tenho vontade de meter o dedo
na tua ferida exposta.
De meter a língua
na tua pele nua e crua.
Tenho o que não quero ser,
sou o que não quero ter.
Lumar(11/07/09)
amores ocultos,
amores reversos.
Tenho sonhos não revelados,
não vividos, não buscados.
Sonhos estranhos,
sonhos totalmente obscuros.
Tenho vontade de gritar
que não quero o que está pronto.
Tenho vontade de meter o dedo
na tua ferida exposta.
De meter a língua
na tua pele nua e crua.
Tenho o que não quero ser,
sou o que não quero ter.
Lumar(11/07/09)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
umsubtraidodeum
O coração batendo
nocompassodaesperadopasso.
O passo para dar a volta
notempoqueficouláatrás.
O beijo perdido
napoeiradotempodoamor.
O amor retido, suprido
davidaquevivemosadois.
Esse dois que agora
sóéumsubtraidodeum.
Lumar(08/07/09)
nocompassodaesperadopasso.
O passo para dar a volta
notempoqueficouláatrás.
O beijo perdido
napoeiradotempodoamor.
O amor retido, suprido
davidaquevivemosadois.
Esse dois que agora
sóéumsubtraidodeum.
Lumar(08/07/09)
Em chamas
Só queria um dia....
para aplacar a dor da minha agonia,
para exorcisar os fantasmas do meu porão,
para explorar as minas do meu subterrâneo,
para limpar os armários e gavetas do meu interior.
Cutucar minhas feridas e
faze -las sangrar até à hemorragia.
Só desejo um dia...
para me recompor,
para compor uma poesia,
para dançar a minha nova canção,
para fechar ciclos e
para ter outra gestação.
Lumar(08/07/09)
para aplacar a dor da minha agonia,
para exorcisar os fantasmas do meu porão,
para explorar as minas do meu subterrâneo,
para limpar os armários e gavetas do meu interior.
Cutucar minhas feridas e
faze -las sangrar até à hemorragia.
Só desejo um dia...
para me recompor,
para compor uma poesia,
para dançar a minha nova canção,
para fechar ciclos e
para ter outra gestação.
Lumar(08/07/09)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Meu querer
Hoje eu quero teu colo,
teu cheiro, teu beijo,
teu corpo no meu.
Hoje eu quero teu olhar de ébano.
Quero tuas mãos massageando meu corpo.
Tuas palavras precisas
renovando meu ego.
Quero tua presença,
teu bom senso,
teu humor.
Quero segredos sussurrados em meus ouvidos.
Quero o brilho da explosão
de te ter por completo.
E se por acaso, não for pedir muito,
quero teu amor,
teu querer,
teu ser.
Lumar (03/07/09)
teu cheiro, teu beijo,
teu corpo no meu.
Hoje eu quero teu olhar de ébano.
Quero tuas mãos massageando meu corpo.
Tuas palavras precisas
renovando meu ego.
Quero tua presença,
teu bom senso,
teu humor.
Quero segredos sussurrados em meus ouvidos.
Quero o brilho da explosão
de te ter por completo.
E se por acaso, não for pedir muito,
quero teu amor,
teu querer,
teu ser.
Lumar (03/07/09)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
jaz
365 dias em branco,
vazio de horas.
Minutos de prazer
destilados em veneno.
Segundos de sonhos
perdidos na fumaça do tempo.
Instantes únicos que sumiram
no breve da estupidez.
O nó na garganta que aperta
até quase estrangular.
A morte fazendo a dança ao meu redor,
tão estonteante e bela,
que quase não consigo resistir.
Tempo que gira em torno do tempo.
365 dias em branco e preto.
Jaz!!!!!!
Lumar(02/07/09)
vazio de horas.
Minutos de prazer
destilados em veneno.
Segundos de sonhos
perdidos na fumaça do tempo.
Instantes únicos que sumiram
no breve da estupidez.
O nó na garganta que aperta
até quase estrangular.
A morte fazendo a dança ao meu redor,
tão estonteante e bela,
que quase não consigo resistir.
Tempo que gira em torno do tempo.
365 dias em branco e preto.
Jaz!!!!!!
Lumar(02/07/09)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Conhecer o desconhecido,
Combater as desigualdades,
Viver as diferenças....
Precisamos ousar.
Ser livre,
Viajar no espaço paralelo,
Respirar em baixo d´agua...
Precisamos sonhar.
Compor, ler escrever,
Comer, respirar, amar.
Criar...
Precisamos querer.
Ser eterno,
Ser extremo,
Ser humano,
ser “hermano”...
Precisamos não faltar.
Marquinho Mota.
Combater as desigualdades,
Viver as diferenças....
Precisamos ousar.
Ser livre,
Viajar no espaço paralelo,
Respirar em baixo d´agua...
Precisamos sonhar.
Compor, ler escrever,
Comer, respirar, amar.
Criar...
Precisamos querer.
Ser eterno,
Ser extremo,
Ser humano,
ser “hermano”...
Precisamos não faltar.
Marquinho Mota.
Veio nas asas de um beija flor
Trazendo o gosto e a cor da alegria;
Deixando um raio de luz
Pelos caminhos caminhados.
Expressão de luta,
Expressão de vida,
Expresso com chantily...
Veio na gota da chuva,
Voz suave,
Cabelos longos,
Paz...
Continua vivendo nas asas do colibri.
Continua chovendo suave
Marquinho Mota
Trazendo o gosto e a cor da alegria;
Deixando um raio de luz
Pelos caminhos caminhados.
Expressão de luta,
Expressão de vida,
Expresso com chantily...
Veio na gota da chuva,
Voz suave,
Cabelos longos,
Paz...
Continua vivendo nas asas do colibri.
Continua chovendo suave
Marquinho Mota
terça-feira, 30 de junho de 2009
Quarto de horas
E a minha mão pousada sobre teu corpo,
no instante torto.
E a minha boca busca o gosto
e o som do teu querer.
E o corpo, como um louco,
busca o compasso do prazer.
A lua como testemunha,
e o vento leva nossos sonhos e sons.
O tempo passa, transformando
o momento de viver,
em quarto de horas
enquadrado no pensamento.
E nossos enlaces,
em nós estão.
Lumar(30/06/09)
no instante torto.
E a minha boca busca o gosto
e o som do teu querer.
E o corpo, como um louco,
busca o compasso do prazer.
A lua como testemunha,
e o vento leva nossos sonhos e sons.
O tempo passa, transformando
o momento de viver,
em quarto de horas
enquadrado no pensamento.
E nossos enlaces,
em nós estão.
Lumar(30/06/09)
Cumulus limbus
Então tudo se fez cinza.
Amargo, intragável,
insuportavelmente real.
Diante meus olhos a sombra da exclusão.
Cinza chumbo,
SOLIDÃO!
Devastadoramente a tempestade
em meus passos tropeça.
Afogo - me em mágoas, lembranças,
recordações funestas.
Então o céu escureceu...
até não perceber se era cinza ou breu.
Lumar ( 30/06/09)
Amargo, intragável,
insuportavelmente real.
Diante meus olhos a sombra da exclusão.
Cinza chumbo,
SOLIDÃO!
Devastadoramente a tempestade
em meus passos tropeça.
Afogo - me em mágoas, lembranças,
recordações funestas.
Então o céu escureceu...
até não perceber se era cinza ou breu.
Lumar ( 30/06/09)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Des-equilibrio
Voce whisky, eu cerveja.
Eu noite, voce dia.
Voce realidade, eu sonho.
Eu promessa, voce verdade.
Voce sensatez, eu insanidade.
Eu poesia, voce música.
Voce jazz, eu rock.
Eu lua, voce estrela.
Voce rio, eu mar.
Eu ying, voce yang.
Lumar(23/06/09)
Eu me levanto.
Mesmo sentindo todo o peso do mundo em minhas costas
eu preciso caminhar,
por isso eu me levanto.
Eu permaneço em pé.
Apesar de todos os baques e de todas as porradas
que levei até aqui,
é preciso continuar de pé.
Eu olho pra frente.
Mesmo tendo os olhos cegos pela insensatez
que se instalou aqui do meu lado,
é preciso continuar olhando para o horizonte.
Eu me rebelo.
Apesar de toda essa acomodação e
das mordaças que nos deram de presente,
é preciso continuar sonhando.
Eu insisto em continuar vivo
para ser livre e lutar.
Marquinho Mota
Mesmo sentindo todo o peso do mundo em minhas costas
eu preciso caminhar,
por isso eu me levanto.
Eu permaneço em pé.
Apesar de todos os baques e de todas as porradas
que levei até aqui,
é preciso continuar de pé.
Eu olho pra frente.
Mesmo tendo os olhos cegos pela insensatez
que se instalou aqui do meu lado,
é preciso continuar olhando para o horizonte.
Eu me rebelo.
Apesar de toda essa acomodação e
das mordaças que nos deram de presente,
é preciso continuar sonhando.
Eu insisto em continuar vivo
para ser livre e lutar.
Marquinho Mota
domingo, 21 de junho de 2009
Sorriso de nada ser
No céu, o sorriso do gato de Alice,
faz lembrar o quanto só estou.
Na retina, a impressão do sorriso do lagarto,
o olhar de questões sem respostas.
O tapete de estrelas descortinado na noite,
noite quente sem afagos, sem perfumes,
sem passos, sem pressa.
E o sorriso no céu continua a lembrar
solidão.. espera...imensidão.
Lumar(21/06/09)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sinto falta de uma estrela,
da tua boca,
de uma mulher.
Sinto falta de borboletas,
de umas tretas,
do que vier.
Sinto falta de bruxas,
de luas,
de polissílabos no liquidificador.
Sinto falta do cheiro,
do dinheiro,
do estalo,
do queimar.
Sinto falta da banda,
do todo,
do som,
do sóbrio.
Sinto falta do gosto,
de agosto,
do desgosto,
do desejar.
Sinto falta da alma,
da calma,
do elmo ,
do Ilmo Sr.,
da mulher que no molho me molha de colher.
Sinto falta de papel para escrever,
sinto falta.
Ainda bem que existem vestidos soltos pela cama.
Marquinho Mota, sentindo falta.
da tua boca,
de uma mulher.
Sinto falta de borboletas,
de umas tretas,
do que vier.
Sinto falta de bruxas,
de luas,
de polissílabos no liquidificador.
Sinto falta do cheiro,
do dinheiro,
do estalo,
do queimar.
Sinto falta da banda,
do todo,
do som,
do sóbrio.
Sinto falta do gosto,
de agosto,
do desgosto,
do desejar.
Sinto falta da alma,
da calma,
do elmo ,
do Ilmo Sr.,
da mulher que no molho me molha de colher.
Sinto falta de papel para escrever,
sinto falta.
Ainda bem que existem vestidos soltos pela cama.
Marquinho Mota, sentindo falta.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Loucos na noite
Importante é ter história,
sorrisos e brilho no olhar.
Importante é ver o resultado
do trabalho que se vive,
embora o que se faça
seja desconhecido do universo local.
E o universo não é tão grande.
Louco local, do tamanho do mundo.
Mundo sano pequeno, imenso insano mundo.
Importante é não só estar com pessoas,
mas compartilhar com as idéias delas.
Porque ser só, não é o estar só.
Pode ser o sol raiando o novo dia,
na essência de toda cor.
Lumar, Fabinho, Serginho e Pimenta (15/06/09)
sorrisos e brilho no olhar.
Importante é ver o resultado
do trabalho que se vive,
embora o que se faça
seja desconhecido do universo local.
E o universo não é tão grande.
Louco local, do tamanho do mundo.
Mundo sano pequeno, imenso insano mundo.
Importante é não só estar com pessoas,
mas compartilhar com as idéias delas.
Porque ser só, não é o estar só.
Pode ser o sol raiando o novo dia,
na essência de toda cor.
Lumar, Fabinho, Serginho e Pimenta (15/06/09)
Sangria
O que falarei depois disso?
O que falarei depois dos campos,
dos ares, depois dos camparis?
Depois da noite obscura?
Tinham duas pedras, depois tres,
e o obstáculo se fez.
As cores severas,
vermelhas na noite,
contraditórios branco e vermelho.
Coração de gelo.
Lumar e Fabinho (15/06/09)
O que falarei depois dos campos,
dos ares, depois dos camparis?
Depois da noite obscura?
Tinham duas pedras, depois tres,
e o obstáculo se fez.
As cores severas,
vermelhas na noite,
contraditórios branco e vermelho.
Coração de gelo.
Lumar e Fabinho (15/06/09)
Tempestade
A cortina de água diante dos meus olhos,
faz com que a solidão me desassossegue mais.
Faz com que a saudade estrangule meu peito
e uma gota de lágrima umedeça meus lábios.
Por que tudo tem que ser tão difícil?
Por que nossos sentimentos são menosprezados?
Chove.....
.... e dentro de mim um vazio,
um querer constante da tua presença.
Sinto frio, sinto tua falta,
sinto vontade de ser feliz.
Lumar (15/06/09)
faz com que a solidão me desassossegue mais.
Faz com que a saudade estrangule meu peito
e uma gota de lágrima umedeça meus lábios.
Por que tudo tem que ser tão difícil?
Por que nossos sentimentos são menosprezados?
Chove.....
.... e dentro de mim um vazio,
um querer constante da tua presença.
Sinto frio, sinto tua falta,
sinto vontade de ser feliz.
Lumar (15/06/09)
Orgas.mos
O teu semblante estampado em meu rosto.
O reflexo do mesmo sentimento.
Dois seres com o mesmo sentido.
Dois seres perdidos e abandonados.
Dois seres que se encontraram.
Dois seres separados por convenções.
Dois seres em plena contradição.
Seres que por um momento se completaram
e que foram um para outro,
tão inteiros e tão contraditórios.
Lumar(12/06/09)
O reflexo do mesmo sentimento.
Dois seres com o mesmo sentido.
Dois seres perdidos e abandonados.
Dois seres que se encontraram.
Dois seres separados por convenções.
Dois seres em plena contradição.
Seres que por um momento se completaram
e que foram um para outro,
tão inteiros e tão contraditórios.
Lumar(12/06/09)
Cybermor
Na ponta dos dedos
o medo de não te ter mais,
a tensão de teclar letras e te chamar,
a vontade de percorrer cada pedacinho do teu corpo,
o desejo de apertar o botão do foda - se e te possuir.
Na ponta dos dedos, o poder.
Te desejo, te quero e te amo por um fio.
Apenas por um fio.
Lumar (11/06/09)
o medo de não te ter mais,
a tensão de teclar letras e te chamar,
a vontade de percorrer cada pedacinho do teu corpo,
o desejo de apertar o botão do foda - se e te possuir.
Na ponta dos dedos, o poder.
Te desejo, te quero e te amo por um fio.
Apenas por um fio.
Lumar (11/06/09)
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quatrozeronove
A dança dos lábios e línguas...
Sabor de descoberta.
Os corpos em sintonia,
coração pulsando no ritmo do samba rock.
A magia se fazendo no momento exato do sentir.
Infinitas cores no céu do arquiteto.
Alma a flutuar olhando as estrelas,
estrelas dos olhos,
olhos de ébano.
Lumar (10/06/09)
Sabor de descoberta.
Os corpos em sintonia,
coração pulsando no ritmo do samba rock.
A magia se fazendo no momento exato do sentir.
Infinitas cores no céu do arquiteto.
Alma a flutuar olhando as estrelas,
estrelas dos olhos,
olhos de ébano.
Lumar (10/06/09)
Como Doi!!!!
Eu não tenho nada, além da paciência da espera.
Sinto como se a vida tivesse passado por mim
E ficado no passado.
Na verdade, eu não sinto nada.
Nem medo, nem fome, nem calor e nem frio.
Quer saber: o que eu sinto é nada!!!!!
E isso não importa e nem exporta
Meus sentimentos para Bangcok.
Agora eu tenho fome
E minha cabeça
Ainda dói depois que eu fiquei a noite inteira
pensando em nada.
Foda-se!!!!!!!!!
Perdi a paciência.
Marquinho Mota
Sinto como se a vida tivesse passado por mim
E ficado no passado.
Na verdade, eu não sinto nada.
Nem medo, nem fome, nem calor e nem frio.
Quer saber: o que eu sinto é nada!!!!!
E isso não importa e nem exporta
Meus sentimentos para Bangcok.
Agora eu tenho fome
E minha cabeça
Ainda dói depois que eu fiquei a noite inteira
pensando em nada.
Foda-se!!!!!!!!!
Perdi a paciência.
Marquinho Mota
Ausência
Sinto tua falta.
Cadê minha inspiração?
Meu segredo, meu medo que impulsiona.
Sinto saudades...
Saudades do teu cheiro, do teu beijo, da tua companhia.
saudades dos papos, dos goles, das gargalhadas por nada.
Sinto tua falta.
E minha inspiração não tem mais.
Lumar (09/06/09)
Cadê minha inspiração?
Meu segredo, meu medo que impulsiona.
Sinto saudades...
Saudades do teu cheiro, do teu beijo, da tua companhia.
saudades dos papos, dos goles, das gargalhadas por nada.
Sinto tua falta.
E minha inspiração não tem mais.
Lumar (09/06/09)
Extremos
Tão longe e tão perto.
Tão perto e muito distante.
Quase posso tocar o silêncio,
silêncio de palavras, olhares e gestos.
Tão perto que sinto o ar expelido
mas que não posso respirar.
Distante a ponto de não ter certeza que existe.
Distante que me deixa insegura, suspensa, sem chão.
Muito perto a ponto de sufocar,
bem perto que só falto morrer de tesão.
Mas a distância que se faz em abismo,
a ignorância do sentir,
faz com que seja intransponível o caminho.
Lumar (09/06/09)
Tão perto e muito distante.
Quase posso tocar o silêncio,
silêncio de palavras, olhares e gestos.
Tão perto que sinto o ar expelido
mas que não posso respirar.
Distante a ponto de não ter certeza que existe.
Distante que me deixa insegura, suspensa, sem chão.
Muito perto a ponto de sufocar,
bem perto que só falto morrer de tesão.
Mas a distância que se faz em abismo,
a ignorância do sentir,
faz com que seja intransponível o caminho.
Lumar (09/06/09)
Ajuruteua
A linha tênue entre o mar e o céu,
entre o ser e o estar,
entre estar e haver.
A linha que borda o linho,
o ninho do meu viver.
Lumar (05/06/09)
Eu
Me dou o luxo de voltar sempre ao ponto de partida.
De sempre ter um outro olhar, uma outra perspectiva,
um outro buscar, um outro ter e querer.
Me dar o prazer de sentir diferente,
de respirar outros ares,
de diferenciar o óbvio.
Hoje quero me presentear com o recomeço.
De por um ponto final na longa espera.
De me sentir inteira,
por completo.
E por mais complexo que seja,
ser Eu.
Lumar (04/06/09)
De sempre ter um outro olhar, uma outra perspectiva,
um outro buscar, um outro ter e querer.
Me dar o prazer de sentir diferente,
de respirar outros ares,
de diferenciar o óbvio.
Hoje quero me presentear com o recomeço.
De por um ponto final na longa espera.
De me sentir inteira,
por completo.
E por mais complexo que seja,
ser Eu.
Lumar (04/06/09)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Entrelaços
A vida em torno do umbigo, o umbigo que une vidas,
vidas que se entrelaçam, laços que estreitam seres,
seres com sede de vida.
Lumar (06/06/09)
Merlot.
Preciso da tua caneta para escrever uma poesia.
Me falta tinta,
me falta um tinto,
me falta você.
Preciso de tua poesia para usar a minha caneta.
Me falta escrever,
me falta um vinho
pois toda vez que eu venho,
não te encontro.
Preciso de um sonho para escrever a minha poesia.
Preciso de você, minha inspiração.
Marquinho Mota
Me falta tinta,
me falta um tinto,
me falta você.
Preciso de tua poesia para usar a minha caneta.
Me falta escrever,
me falta um vinho
pois toda vez que eu venho,
não te encontro.
Preciso de um sonho para escrever a minha poesia.
Preciso de você, minha inspiração.
Marquinho Mota
domingo, 31 de maio de 2009
FODA-SE!!!!!
De que adianta ter pés,
se você não sabe andar sozinho?
De que adianta a sua inteligência,
se você não tem um diploma???
De que adianta você ser um cara bom,
se você não tem uma casa?
De que adianta a sua solidariedade
se você vive sempre só?
De que adianta a sua poesia
se você vive a chorar?
De que adianta seus vícios
se você não pode nem ao menos comprar um cigarro?
Isso não te incomoda?
Não te incomoda ser apenas isso?
Ser apenas mais um....
"Felicidade não tem pressa.
Felicidade não tem preço,
e além de tudo, eu sou feliz.*"
(*Charles Tranquilo)
Com orgulho,
Eu sou Marquinho Mota.
se você não sabe andar sozinho?
De que adianta a sua inteligência,
se você não tem um diploma???
De que adianta você ser um cara bom,
se você não tem uma casa?
De que adianta a sua solidariedade
se você vive sempre só?
De que adianta a sua poesia
se você vive a chorar?
De que adianta seus vícios
se você não pode nem ao menos comprar um cigarro?
Isso não te incomoda?
Não te incomoda ser apenas isso?
Ser apenas mais um....
"Felicidade não tem pressa.
Felicidade não tem preço,
e além de tudo, eu sou feliz.*"
(*Charles Tranquilo)
Com orgulho,
Eu sou Marquinho Mota.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
FALTA
Tem dias em que que acordar nao é fazer acordos,
Muito menos sair do sono.
Acordar é abrir portas,
Fechar portos,
Caminhar sem rumo
pois o sentido desmaiou.
Tem dias que me falta a noite,
Me falta fome, me falta voce.
E somente o teu cinturao de estrelas,
Minha estrela,
Me mantem vivo
E por isso vivo,
Sem rumo, sem portas,
Proucurando pelo teu porto,
Roto,
Ao teu lado.
Marquinho Mota.
Muito menos sair do sono.
Acordar é abrir portas,
Fechar portos,
Caminhar sem rumo
pois o sentido desmaiou.
Tem dias que me falta a noite,
Me falta fome, me falta voce.
E somente o teu cinturao de estrelas,
Minha estrela,
Me mantem vivo
E por isso vivo,
Sem rumo, sem portas,
Proucurando pelo teu porto,
Roto,
Ao teu lado.
Marquinho Mota.
ENTÃO...
Que graça tem não pisar no chão?
Que graça tem viver somente da razão?
Graça é sentimento,
Graça é o momento,
É estar em Marrocos e pra lá de Marraqueshe.
Graça é gestão,
É gestação,
É a mãe natureza.
Graça é nome de mulher,
É paz.
Graça é ter você assim, de graça...
Marquinho Mota.
Que graça tem viver somente da razão?
Graça é sentimento,
Graça é o momento,
É estar em Marrocos e pra lá de Marraqueshe.
Graça é gestão,
É gestação,
É a mãe natureza.
Graça é nome de mulher,
É paz.
Graça é ter você assim, de graça...
Marquinho Mota.
O OLHO DO TOURO.
Estrela azul,
Cansada, despedaçada
Mas feliz.
Estrela azul,
Maos pequenas, flutuando em sons
Me fazendo sorrir.
Estrela azul,
Em pé, com fé,
Estou aqui.
Marquinho Mota.
Vou te matar de cheiro
To dodinho pra me deitar naquela cama.
To dodinho pra me cobrir comteu lençol.
Doidinho pra te matar de cheiro
soprar o candieiro,
juntar os travesseros
e começar nosso forró.
To dodinho pra me deitar naquela cama.
To dodinho pra me cobrir comteu lençol.
Doidinho pra te matar de cheiro
soprar o candieiro,
juntar os travesseros
e começar nosso forró.
E hoje aconteça o que aconteça
vai ter amor na cabeça
até o dedão do pé,
quem é que nãoquer um 'nheco-nheco',
bagunçado, 'estubuçado'
com fungado e cafuné.
(Luiz Gonzaga)
To dodinho pra me cobrir comteu lençol.
Doidinho pra te matar de cheiro
soprar o candieiro,
juntar os travesseros
e começar nosso forró.
To dodinho pra me deitar naquela cama.
To dodinho pra me cobrir comteu lençol.
Doidinho pra te matar de cheiro
soprar o candieiro,
juntar os travesseros
e começar nosso forró.
E hoje aconteça o que aconteça
vai ter amor na cabeça
até o dedão do pé,
quem é que nãoquer um 'nheco-nheco',
bagunçado, 'estubuçado'
com fungado e cafuné.
(Luiz Gonzaga)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Universo em desencanto
O sorriso tosco sobre o rosto marcado.
O corpo querendo se erguer depois da tempestade.
A vida correndo léguas sem dar chance de repensar.
O bicho virando fera.
O mágico engolindo fogo.
A crise do final dos tempos.
O contratempo perdido no andamento do compasso.
O passo ao largo do seu espaço.
O espaço criando traços de déjavu.
O olhar opaco.
O brilho que não se fez.
A rosa que não desabrochou.
O jasmim que ficou sem perfume.
A vida sem reviravolta.
O homem se fazendo de morto para sobreviver;
Lumar(22/05/09)
O corpo querendo se erguer depois da tempestade.
A vida correndo léguas sem dar chance de repensar.
O bicho virando fera.
O mágico engolindo fogo.
A crise do final dos tempos.
O contratempo perdido no andamento do compasso.
O passo ao largo do seu espaço.
O espaço criando traços de déjavu.
O olhar opaco.
O brilho que não se fez.
A rosa que não desabrochou.
O jasmim que ficou sem perfume.
A vida sem reviravolta.
O homem se fazendo de morto para sobreviver;
Lumar(22/05/09)
Poesia, porque estás aqui dentro de mim?
Me arrebata, me deixa de 4 e não sai de mim.
Poesia, o que queres?
Por que mexe com o meu coração?
Um coração que já não bate, só apanha!
Mexe com esta alma sofrida,
que mesmo sem saída,
te acha.
Poesia até quando vamos caminhar juntos?
Serás a guardiã da minha morte,
porque tu és meu amuleto,
me dá sorte, me faz feliz....
Poesia, ah! poesia.....
Me ama, me chama, meu fogo,
Meu deleite com café da manhã,
Não te separas mais de mim.
Marquinho Mota
Me arrebata, me deixa de 4 e não sai de mim.
Poesia, o que queres?
Por que mexe com o meu coração?
Um coração que já não bate, só apanha!
Mexe com esta alma sofrida,
que mesmo sem saída,
te acha.
Poesia até quando vamos caminhar juntos?
Serás a guardiã da minha morte,
porque tu és meu amuleto,
me dá sorte, me faz feliz....
Poesia, ah! poesia.....
Me ama, me chama, meu fogo,
Meu deleite com café da manhã,
Não te separas mais de mim.
Marquinho Mota
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Por quê?
Por que me vejo sempre em meio a tantos por quês?
Por que tenho que esperar se posso seguir em frente?
Por que tenho que me esconder se posso simplesmente aparecer?
Por que não tenho um amor de telenovela?
Por que o homem mais gostoso, bonito e interessante está casado, morto ou é gay?
Por que sempre me sento no banco de trás que não dá pra escutar direito?
Por que pinto o cabelo se posso deixá-lo branco charmoso?
Por que as mulheres só são bonitas quando jovens, magras e extrovertidas?
Por que tento afogar minhas mágoas se elas são mergulhadoras profissionais?
Por que o sul é sempre tão ao sul?
Por que chamo o seu nome nos meus devaneios?
Por que sinto o sabor do seu beijo quando tenho saudades?
Por que o pão sempre cai com a manteiga para baixo?
Por que a segunda feira é tão comprida e o domingo tão curto?
Por que o salário termina antes do meio do mes?
Por que tenho que estar aqui se a minha vontade é estar do lado de lá?
Por que meus olhos insistem em lhe procurar?
Por que essa busca infinda?
Por que o sono não vem?
Por que preciso mentir que não lhe quero?
Por que eu tenho tantos por quês?
Lumar(21/05/09)
Por que tenho que esperar se posso seguir em frente?
Por que tenho que me esconder se posso simplesmente aparecer?
Por que não tenho um amor de telenovela?
Por que o homem mais gostoso, bonito e interessante está casado, morto ou é gay?
Por que sempre me sento no banco de trás que não dá pra escutar direito?
Por que pinto o cabelo se posso deixá-lo branco charmoso?
Por que as mulheres só são bonitas quando jovens, magras e extrovertidas?
Por que tento afogar minhas mágoas se elas são mergulhadoras profissionais?
Por que o sul é sempre tão ao sul?
Por que chamo o seu nome nos meus devaneios?
Por que sinto o sabor do seu beijo quando tenho saudades?
Por que o pão sempre cai com a manteiga para baixo?
Por que a segunda feira é tão comprida e o domingo tão curto?
Por que o salário termina antes do meio do mes?
Por que tenho que estar aqui se a minha vontade é estar do lado de lá?
Por que meus olhos insistem em lhe procurar?
Por que essa busca infinda?
Por que o sono não vem?
Por que preciso mentir que não lhe quero?
Por que eu tenho tantos por quês?
Lumar(21/05/09)
Nasci para ser a outra
A intolerância pela realidade
me fez ver a vida com outras cores,
buscar outros amores,
experimentar outros sabores,
conhecer pessoas, seres, viveres.
Ter infinitamente outros quereres.
Tenho dentro de mim
um vazio a ser preenchido.
Por isso esse buscar, experimentar,
conhecer, inverter, inventar, subverter,
remoer, recriar,
e renascer sempre ao nascer do sol.
Lumar(21/05/09)
me fez ver a vida com outras cores,
buscar outros amores,
experimentar outros sabores,
conhecer pessoas, seres, viveres.
Ter infinitamente outros quereres.
Tenho dentro de mim
um vazio a ser preenchido.
Por isso esse buscar, experimentar,
conhecer, inverter, inventar, subverter,
remoer, recriar,
e renascer sempre ao nascer do sol.
Lumar(21/05/09)
terça-feira, 19 de maio de 2009
O outro lado do rio.
O lugar que eu sonho para viver
fica do outro lado do rio.
Lá tem uma estrela que brilha
todos os dias, só pra mim.
Tem flores com perfumes vários
e tem também uma borboleta
que dá volta no meu jardim.
Do outro lado do rio mora a minha musa
Que flutua por entre as árvores
Tem amor, tem luz, tem paz.
O lugar que eu sonho pra viver
fica dentro de um sonho
e nele minha estrela,
você é o que há de mais belo.
O lugar que eu sonho pra viver
fica dentro do teu coração.
Marquinho Mota
fica do outro lado do rio.
Lá tem uma estrela que brilha
todos os dias, só pra mim.
Tem flores com perfumes vários
e tem também uma borboleta
que dá volta no meu jardim.
Do outro lado do rio mora a minha musa
Que flutua por entre as árvores
Tem amor, tem luz, tem paz.
O lugar que eu sonho pra viver
fica dentro de um sonho
e nele minha estrela,
você é o que há de mais belo.
O lugar que eu sonho pra viver
fica dentro do teu coração.
Marquinho Mota
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Sons e cores
Em você, ouvi a sinfonia
que toca o meu coração.
Me deixou em paz!!!
vou lembrar de um tempo passado
que me trouxe você de presente.
Quero ouvir novamente
teu sopro em meu ouvido
que por muito tempo
ficou calado para o mundo mudo,
assim como foi a miha existência sem você.
Como eu pude demorar tanto a te encontrar???
Marquinho Mota
que toca o meu coração.
Me deixou em paz!!!
vou lembrar de um tempo passado
que me trouxe você de presente.
Quero ouvir novamente
teu sopro em meu ouvido
que por muito tempo
ficou calado para o mundo mudo,
assim como foi a miha existência sem você.
Como eu pude demorar tanto a te encontrar???
Marquinho Mota
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Voar, voar ....
Estou voando além das nuvens,
buscando horizontes em arco íris,
bebendo na fonte do viver intenso.
Estou voando na expansão dos sorrisos,
fazendo desdobramento de querer e amar.
Materializando sonhos
e querendo cada vez mais.
Lumar(14/05/09)
buscando horizontes em arco íris,
bebendo na fonte do viver intenso.
Estou voando na expansão dos sorrisos,
fazendo desdobramento de querer e amar.
Materializando sonhos
e querendo cada vez mais.
Lumar(14/05/09)
Sem noção
Resto de amor
é como um resto de vinho na garrafa.
Não tem mais sabor, nem cheiro, nem mistérios.
Só o azedo do fim.
Lumar(14/05/09)
é como um resto de vinho na garrafa.
Não tem mais sabor, nem cheiro, nem mistérios.
Só o azedo do fim.
Lumar(14/05/09)
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ponte de Luz
O pôr do sol avermelhando a água,
a água batendo em meus pés em busca.
Meus olhos procurando o infinito.
Teu cheiro impregnando o ar.
Tua presença sem estar.
Teu beijo em meu corpo
no sopro do vento varjeiro.
A saudade do nada vivido.
A vontade do futuro em questão.
A lua iluminando meus passos incertos,
me levam em busca dos teus passos em vão.
E como a luz bruxuleante da lua cheia no rio
meus sonhos fazem ponte pra dentro de ti.
Lumar(09/05/09)
a água batendo em meus pés em busca.
Meus olhos procurando o infinito.
Teu cheiro impregnando o ar.
Tua presença sem estar.
Teu beijo em meu corpo
no sopro do vento varjeiro.
A saudade do nada vivido.
A vontade do futuro em questão.
A lua iluminando meus passos incertos,
me levam em busca dos teus passos em vão.
E como a luz bruxuleante da lua cheia no rio
meus sonhos fazem ponte pra dentro de ti.
Lumar(09/05/09)
domingo, 10 de maio de 2009
Meu fruto, teu fruto
Quando eu lhe conheci e lhe tive nos braços,
a estrela em meus olhos brilhou tão intensamente
que quase ofuscou o caminho.
Mas a estrela que vi brilhando em seus olhos
foi muito mais forte e intensa
que de meus olhos uma gota choveu.
Lumar (09/05/09)
Strip-Tease
Faço - me em mil pedaços.
Descrevo - me em poesias e canções.
Desnudo - me inteira e por inteiro.
Deixo - me levar embalada por seu sonhos.
Mas só faço gastar letrinhas, sentimentos e sonhos.
Você definitivamente não faz parte da minha vida.
Você é só a minha ilha de fantasia.
Lumar (08/05/09)
sábado, 9 de maio de 2009
Não é fácil...
(feliz aniversário minha estrela.)
Difícil é acordar
e não sentir teu cheiro,
olhar em volta e não cruzar com teus olhos,
sentir fome e náo encontrar tua boca molhada
para me saciar...
Difícil é não ter o pensamento voltado em você,
é erguer as mãos e
não poder tocar teu corpoo pequeno,
é olhar para o céu
e não ver tua estrela brilhar...
Difícil é não sonhar...
Difícil é não tentar...
Difícil é ficar só.
Marquinho Mota
Difícil é acordar
e não sentir teu cheiro,
olhar em volta e não cruzar com teus olhos,
sentir fome e náo encontrar tua boca molhada
para me saciar...
Difícil é não ter o pensamento voltado em você,
é erguer as mãos e
não poder tocar teu corpoo pequeno,
é olhar para o céu
e não ver tua estrela brilhar...
Difícil é não sonhar...
Difícil é não tentar...
Difícil é ficar só.
Marquinho Mota
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Desencanto
essa poesia já foi postada no blog, mas sempre vale a pena relembra Manoel Bandeira.
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue.
Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias.
Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.-
Eu faço versos como quem morre.
Manoel Bandeira
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue.
Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias.
Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.-
Eu faço versos como quem morre.
Manoel Bandeira
terça-feira, 5 de maio de 2009
Longe, muito longe.
O que os olhos não vêem,
do coração fica ausente
sinto falta do passado que não vem
saudades de um futuro presente.
Janelas e portas estão abertas,
trazendo imagens de lugar nenhum
caminhos e ruas de vias incertas
transformam o raro em coisa comum.
Mãos que tocam, mãos no ato,
mãos de fato, mãos do feto...
e quando o tato nos leva ao teto,
o que era concreto vira abstrato...
Marquinho Mota.
do coração fica ausente
sinto falta do passado que não vem
saudades de um futuro presente.
Janelas e portas estão abertas,
trazendo imagens de lugar nenhum
caminhos e ruas de vias incertas
transformam o raro em coisa comum.
Mãos que tocam, mãos no ato,
mãos de fato, mãos do feto...
e quando o tato nos leva ao teto,
o que era concreto vira abstrato...
Marquinho Mota.
Fino Paladar
Teu gosto me embriaga como vinho de boa safra,
Que descendo pela minha garganta
me leva a mundos desconhecidos
de volúpia e prazer.
Teu gosto me salva de uma vida sem sentido,
me trás de volta o amor pelo viver
e a vontade de viver pelo o que vier...
Teu gosto me torna melhor
purificando a minha existência
levando para longe,
para o mundo dos sonhos,
meus pensamentos e desejos...
Teu gosto me faz feliz,
me faz descobrir que
a menor distância entre dois corpos
é o beijo.
Marquinho Mota
Que descendo pela minha garganta
me leva a mundos desconhecidos
de volúpia e prazer.
Teu gosto me salva de uma vida sem sentido,
me trás de volta o amor pelo viver
e a vontade de viver pelo o que vier...
Teu gosto me torna melhor
purificando a minha existência
levando para longe,
para o mundo dos sonhos,
meus pensamentos e desejos...
Teu gosto me faz feliz,
me faz descobrir que
a menor distância entre dois corpos
é o beijo.
Marquinho Mota
S(e)téreo
Estou com Sono.
Estou sem som.
Eu estou só!!!!
O meu som proucura a tua solitude
enquanto eu durmo
porque eu tenho sono e
no meu sonho
eu estou só.
Eu tenho dó dentro de mim,
Também tenho o fá o sól, o lá, o si, mas mesmo assim...
Estou sem som.
Me sinto muito só,
por isso eu canto em todos os cantos,
encantos e esquinas da minha vida.
Eu quero sentir tua mão me fazer dormir,
porque eu estou com sono,
muito sono,
Lá na esquina minha menina
Não tenha medo de mim...
Marquinho Mota.
Estou sem som.
Eu estou só!!!!
O meu som proucura a tua solitude
enquanto eu durmo
porque eu tenho sono e
no meu sonho
eu estou só.
Eu tenho dó dentro de mim,
Também tenho o fá o sól, o lá, o si, mas mesmo assim...
Estou sem som.
Me sinto muito só,
por isso eu canto em todos os cantos,
encantos e esquinas da minha vida.
Eu quero sentir tua mão me fazer dormir,
porque eu estou com sono,
muito sono,
Lá na esquina minha menina
Não tenha medo de mim...
Marquinho Mota.
Uma Palavra
Não sei onde estou....
Só sei que estou aqui do teu lado.
Mesmo que isso não seja nada....
Não sei onde estou
Mas sei que devo estar aqui do teu lado,
Mesmo que isso
queira se chamar de dor...
Não sei onde estou
e nem sei o que fazer longe de ti...
Sinto falta do teu calor,
Sinto falta do teu amor,
Sinto falta de você...
Não sei onde estou
Só sei que estou do lado de dentro do teu amor e do teu corpo.
Marquinho Mota
Só sei que estou aqui do teu lado.
Mesmo que isso não seja nada....
Não sei onde estou
Mas sei que devo estar aqui do teu lado,
Mesmo que isso
queira se chamar de dor...
Não sei onde estou
e nem sei o que fazer longe de ti...
Sinto falta do teu calor,
Sinto falta do teu amor,
Sinto falta de você...
Não sei onde estou
Só sei que estou do lado de dentro do teu amor e do teu corpo.
Marquinho Mota
sábado, 2 de maio de 2009
In - verso
A minha paz se faz ao acordar e
ver o dia dar a cor.
O meu sorriso se faz ao perceber que
a flor desabrochou no meu quintal.
A vida se faz ao sentir
que tudo é relativo,
que tudo é maior que sonhos.
Sonhos que temos,
Sonhos que plantamos,
Sonhos que queremos.
Lumar (02/05/09)
Duas gotas de Red
Lembrei de você...
Uma garrafa de Johnnie Walker na mesa. Seca....
Aliás, com duas gotas que fiz cair na minha mão.
Apenas para sentir o gosto da sua boca.
Sensação vazia de prazer.
Gosto, impressão, saudade.
Garrafa vazia sempre lembra o último prazer vivido,
o último momento de ilusão.
Saudade....
Que possamos beber sempre juntos
a última gota.
Lumar(01/05/09)
Uma garrafa de Johnnie Walker na mesa. Seca....
Aliás, com duas gotas que fiz cair na minha mão.
Apenas para sentir o gosto da sua boca.
Sensação vazia de prazer.
Gosto, impressão, saudade.
Garrafa vazia sempre lembra o último prazer vivido,
o último momento de ilusão.
Saudade....
Que possamos beber sempre juntos
a última gota.
Lumar(01/05/09)
Enquanto isso....
A vida se propaga na velocidade da luz,
O amor se propaga na velocidade do som,
O beijo se expande com a explosão do tesão.
O mundo gira na velocidade do pensamento
e por um momento sejamos felizes!!!!
A felicidade é decorrente do momento presente,
A vida é só sentimento vivido e sentido,
mesmo que isso doa em nossas
retinas vermelhas cansadas de chorar.
Cansadas de ter lágrimas na janela da alma.
Esperando viver em paz, viver a paz,
que só as voltas do mundo podem trazer.
Lumar e Marquinho Mota
terça-feira, 28 de abril de 2009
Lua em São Jorge
Cor de salmão.
É uma jóia que trás os mistérios das águas do mar.
Mistura teu sabor
Com um filho do rio
Pronto pra te amar.
Beijo de fada,
Mãos de Anjo,
Leva minha alma
Pra dançar em teus jardins,
E me deixa experimentar
O que é estar em você.
Cor de salmão,
Cor de paz,
Me faz feliz.
Marquinho Mota.
É uma jóia que trás os mistérios das águas do mar.
Mistura teu sabor
Com um filho do rio
Pronto pra te amar.
Beijo de fada,
Mãos de Anjo,
Leva minha alma
Pra dançar em teus jardins,
E me deixa experimentar
O que é estar em você.
Cor de salmão,
Cor de paz,
Me faz feliz.
Marquinho Mota.
Estrela de Rio
Estrela que brilha
Iluminado rios, ruas e sorrisos,
Atrai felicidade e enche minha alma de paz.
Vem até mim com a força da criação,
“aquela primeira
depois da explosão...”
de risos,
de prazer,
de tudo o mais
que nos for permitido.
Marquinho Mota
Iluminado rios, ruas e sorrisos,
Atrai felicidade e enche minha alma de paz.
Vem até mim com a força da criação,
“aquela primeira
depois da explosão...”
de risos,
de prazer,
de tudo o mais
que nos for permitido.
Marquinho Mota
Cale-se, Leia e Desista.
Pare de passar sal em minhas feridas
Elas já doem demais sem a sua ajuda,
e ainda estão estão abertas
desde o nosso último encontro.
Sei que minha dor te diverte
mas estou determinado a acabar
com este circo de horrores.
Deixe minhas feridas secarem
assim como minha alma secou
na ausência do teu amor
e pela falta de carinho das tuas mãos;
mãos que mataram,
estrangularam e destruiram
toda a obra que o meu amor
esculpiu para você.
Deixe minhas feridas calarem,
como minha boca calou
por só saber dizer "eu te amo."
Deixe que o meu sangue
saia sozinho das minhas veias....
Me deixe a sós com as minhas feridas.
Marquinho Mota.
Elas já doem demais sem a sua ajuda,
e ainda estão estão abertas
desde o nosso último encontro.
Sei que minha dor te diverte
mas estou determinado a acabar
com este circo de horrores.
Deixe minhas feridas secarem
assim como minha alma secou
na ausência do teu amor
e pela falta de carinho das tuas mãos;
mãos que mataram,
estrangularam e destruiram
toda a obra que o meu amor
esculpiu para você.
Deixe minhas feridas calarem,
como minha boca calou
por só saber dizer "eu te amo."
Deixe que o meu sangue
saia sozinho das minhas veias....
Me deixe a sós com as minhas feridas.
Marquinho Mota.
Um Violão e um Banquinho.
Hoje eu acordei cansado...
Meu time perdeu,
Meu fumo acabou e eu não tenho analgésicos...
Minha mulher se foi,
minha geladeira está vazia,
Estou desempregado e,
mataram o meu cachorro...
"- Cadê a porra da toalha???"
O cara do boteco está batendo em minha porta.
Tenho azia.
Não tenho Vontade.
O banquinho quebrou a perna,
A corda puiu.
"- Égua xiri, tem termo."
Marquinho Mota.
Meu time perdeu,
Meu fumo acabou e eu não tenho analgésicos...
Minha mulher se foi,
minha geladeira está vazia,
Estou desempregado e,
mataram o meu cachorro...
"- Cadê a porra da toalha???"
O cara do boteco está batendo em minha porta.
Tenho azia.
Não tenho Vontade.
O banquinho quebrou a perna,
A corda puiu.
"- Égua xiri, tem termo."
Marquinho Mota.
Buraco negro
Síndrome do pânico,
depressão,
medo da solidão.
Voz solitária, amplificada
para poder se ouvir.
Olhos perdidos,
estrangulados no meio da confusão.
Mãos que buscam
o vazio do não ter.
Sorriso vazio.
Amor confuso, difuso,
paixão, ilusão de sentir.
Braços frouxos, abraços mornos,
espaços do coração.
Circulação impedida
pela ambição desmedida,
pela soberba imprecisa,
pela emoção contida
do ser em ebulição.
Vício de sentimento.
Imprecisão de sentidos.
Descompasso da vida,
Pânico da síndrome da solidão.
Lumar (27/04/09)
depressão,
medo da solidão.
Voz solitária, amplificada
para poder se ouvir.
Olhos perdidos,
estrangulados no meio da confusão.
Mãos que buscam
o vazio do não ter.
Sorriso vazio.
Amor confuso, difuso,
paixão, ilusão de sentir.
Braços frouxos, abraços mornos,
espaços do coração.
Circulação impedida
pela ambição desmedida,
pela soberba imprecisa,
pela emoção contida
do ser em ebulição.
Vício de sentimento.
Imprecisão de sentidos.
Descompasso da vida,
Pânico da síndrome da solidão.
Lumar (27/04/09)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Campo Minado
O ar pesado quase irrespirável.
Pessoas com sentimentos contraditórios.
Pessoas com sentimentos estranhos.
Pessoas sem sentimentos.
O ar tão denso que quase
conseguimos pegar,
que quase conseguimos transpor,
e o corpo cansado de tanto
jogo de cintura.
E as ondas elétricas passam
de um corpo para o outro.
Ansiedade, medo,
desejo, tensão,
tesão.
Um querer sem hora,
um querer por hora,
um querer por querer.
E as ondas se propagam,
e sem conseguir respirar,
sem conseguir conciliar
sono e vontade,
sem conseguir dormir,
sem conseguir viver
em campo minado.
Lumar (24/04/09)
Pessoas com sentimentos contraditórios.
Pessoas com sentimentos estranhos.
Pessoas sem sentimentos.
O ar tão denso que quase
conseguimos pegar,
que quase conseguimos transpor,
e o corpo cansado de tanto
jogo de cintura.
E as ondas elétricas passam
de um corpo para o outro.
Ansiedade, medo,
desejo, tensão,
tesão.
Um querer sem hora,
um querer por hora,
um querer por querer.
E as ondas se propagam,
e sem conseguir respirar,
sem conseguir conciliar
sono e vontade,
sem conseguir dormir,
sem conseguir viver
em campo minado.
Lumar (24/04/09)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ex - gota - mento
Olhando o tapajós,
olhando você...
Olhando do outro lado
telhados vermelhos
eu vou...
Tem rio, tem riso,
tem ar, tem amar...
Olhando o Tapajós,
a moça de vestido
é como um dia bonito...
Marquinho Mota
olhando você...
Olhando do outro lado
telhados vermelhos
eu vou...
Tem rio, tem riso,
tem ar, tem amar...
Olhando o Tapajós,
a moça de vestido
é como um dia bonito...
Marquinho Mota
domingo, 19 de abril de 2009
Pandora
Perdidos nós, nus perdidos,
Perdidos em uma noite nua.
Nua de sentimentos, nua de entendimentos.
Quem são vocês para julgarem sentimentos?
Quem são vocês para entenderem encantamentos?
Somos feitos de algo maior que células.
Somos somas de olhar, ouvir,tocar, falar.
Somos o que ninguém mais quer ser.
Somos só...
Sensores de bem querer.
Lumar
Perdidos em uma noite nua.
Nua de sentimentos, nua de entendimentos.
Quem são vocês para julgarem sentimentos?
Quem são vocês para entenderem encantamentos?
Somos feitos de algo maior que células.
Somos somas de olhar, ouvir,tocar, falar.
Somos o que ninguém mais quer ser.
Somos só...
Sensores de bem querer.
Lumar
Vôo Solo
E o espírito vôou livre...
Percorrendo quilômetros de distâncias
sobre rios e terras,
Procurando. Buscando.
Essencialmente buscando sua essência.
Vôou... Pousou...
Mas na confluência dos rios e mar, se perdeu.
E até agora não acho.
Não acho espírito,
Não tenho calma
nem essência.
Tenho vontade de confluir
de confudir e
de me fundir com você.
Tornar um só,
Tornar a ser você,
sem perder a quilometragem
que existe aqui.
Continuo voando.....
Lumar e Marquinho Mota
Percorrendo quilômetros de distâncias
sobre rios e terras,
Procurando. Buscando.
Essencialmente buscando sua essência.
Vôou... Pousou...
Mas na confluência dos rios e mar, se perdeu.
E até agora não acho.
Não acho espírito,
Não tenho calma
nem essência.
Tenho vontade de confluir
de confudir e
de me fundir com você.
Tornar um só,
Tornar a ser você,
sem perder a quilometragem
que existe aqui.
Continuo voando.....
Lumar e Marquinho Mota
Em cada rede um sorriso
Em cada ombro um abrigo
Em cada rosto um irmão.
Em cada circo um palhaço
Em cada corpo o sagrado
Em cada mão, comunhão.
Em cada folha uma luz
Em cada ser que me conduz
um pedaço de criação.
De cada força eu preciso
Em cada olho um amigo
Em cada abraço união.
Em cada porto um abrigo
Em cada fala um caminho
Em cada por do sol um destino.
Marquinho Mota
Em cada ombro um abrigo
Em cada rosto um irmão.
Em cada circo um palhaço
Em cada corpo o sagrado
Em cada mão, comunhão.
Em cada folha uma luz
Em cada ser que me conduz
um pedaço de criação.
De cada força eu preciso
Em cada olho um amigo
Em cada abraço união.
Em cada porto um abrigo
Em cada fala um caminho
Em cada por do sol um destino.
Marquinho Mota
terça-feira, 14 de abril de 2009
Alma aprisionada entre a chuva e o espelho.
O espelho que reflete o brilho mas que não diz o que sente.
A chuva que escorre de dentro da essência.
O espelho que brilha.
A chuva que lava.
O espelho que prende.
A chuva que leva.
O espelho que retêm o ritmo,
A chuva que faz o som.
O espelho que nada mais é, que o todo de aprisionamento.
A chuva que é o encantamento da renovação.
Quebra, o espelho de tudo que nos prende.
Deixa a chuva lavar toda a dor.
Pois sempre haverá outros dias e,
enquanto houver ar, respire!!!!
Dentro do espelho sinto a chuva cair.
Lavar minha alma e fazer renascer.
Dentro do espelho sinto paz.
Tem uma criança dentro do espelho.
Tem um espelho solto no ar.
Lumar, Joe e Marquinho Mota (12/04/09)
Em dia de Luz e Paz.
O espelho que reflete o brilho mas que não diz o que sente.
A chuva que escorre de dentro da essência.
O espelho que brilha.
A chuva que lava.
O espelho que prende.
A chuva que leva.
O espelho que retêm o ritmo,
A chuva que faz o som.
O espelho que nada mais é, que o todo de aprisionamento.
A chuva que é o encantamento da renovação.
Quebra, o espelho de tudo que nos prende.
Deixa a chuva lavar toda a dor.
Pois sempre haverá outros dias e,
enquanto houver ar, respire!!!!
Dentro do espelho sinto a chuva cair.
Lavar minha alma e fazer renascer.
Dentro do espelho sinto paz.
Tem uma criança dentro do espelho.
Tem um espelho solto no ar.
Lumar, Joe e Marquinho Mota (12/04/09)
Em dia de Luz e Paz.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Só
Que meu amor seja a tua plenitude.
Que meu amor seja tua salvação.
Que meu amor seja teu resgate.
Que meu amor seja minha falta de visão,
mas a tua visão plena.
Que meu amor seja nada mais que
o torpor de esperar.
Que meu amor seja amor e nada mais.
Lumar(12/04/09)
Que meu amor seja tua salvação.
Que meu amor seja teu resgate.
Que meu amor seja minha falta de visão,
mas a tua visão plena.
Que meu amor seja nada mais que
o torpor de esperar.
Que meu amor seja amor e nada mais.
Lumar(12/04/09)
Beija Flor
Meus olhos vêem o que tu sentes.
Meus ouvidos escutam o que desejas ouvir.
Minha boca pronuncia só teu amor.
Teu cheiro na minha pele, sempre.
E meu desejo infinito pelo teu corpo.
E quisera eu ser o ser que te completa.
E te ama e te alucina.
E sentir como beija flor,
Cheirar, alimentar e viver de amor.
Lumar ( 12/04/09)
Meus ouvidos escutam o que desejas ouvir.
Minha boca pronuncia só teu amor.
Teu cheiro na minha pele, sempre.
E meu desejo infinito pelo teu corpo.
E quisera eu ser o ser que te completa.
E te ama e te alucina.
E sentir como beija flor,
Cheirar, alimentar e viver de amor.
Lumar ( 12/04/09)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O homem, o guarda - chuva e a madrugada
Seu caminhar é trôpego,
Seu cantar é rouco,
Seu sonhar é louco,
Sua esperança é finda.
Seu amanhã foi ontem,
Seu querer vagueia longe,
Seu tudo é quase nada,
Sua vida expira.
Expira aos poucos...
Num trago, num gole,
em dias sem comida,
em noites vazias,
em solidão.
Lumar(08/04/09)
Seu cantar é rouco,
Seu sonhar é louco,
Sua esperança é finda.
Seu amanhã foi ontem,
Seu querer vagueia longe,
Seu tudo é quase nada,
Sua vida expira.
Expira aos poucos...
Num trago, num gole,
em dias sem comida,
em noites vazias,
em solidão.
Lumar(08/04/09)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Lunar
Canto meu uivo de loba pra lua.
E ele reverbera no vento
e firma o encantamento
de ser tua.
Lumar(06/04/09)
E ele reverbera no vento
e firma o encantamento
de ser tua.
Lumar(06/04/09)
AZUL
ELE É UM HOMEM QUE CHORA A AMBIVALÊNCIA DOS SENTIDOS...
A SAUDADE DELE É AZUL
COMO AS ASAS BORBOLETA QUE COMPARTILHA SUA MATIZ CINTILANTE PROCURANDO
ONDE POUSAR.
POUSA NA LEMBRAÇA...
ENQUANTO LÁGRIMAS CONTIDAS ABREM A ESPERANÇA COM UM SORRISO.
ELE É UM HOMEM QUE CHORA E MERGULHA NAS ÁGUAS CORRENTES DA VIDA...
ELE É UM HOMEM QUE CHORA AS HORAS DE OUTRORA
E RI AS HORAS QUE ESTÃO POR VIR...
MANEIO DO TEMPO, DESVELO DE SONHOS, SILÊNCIOS E RISOS.
Andréa Aires Imbiriba
Para o querido amigo, Marquinho...
Alter do chão, 05 de Abril de 2009.
Véspera do seu aniversário.
Fechou um ciclo num dia de ALEGRIA. Amanheceu com o céu aberto pras
coisas boas e que ele merece receber.
A SAUDADE DELE É AZUL
COMO AS ASAS BORBOLETA QUE COMPARTILHA SUA MATIZ CINTILANTE PROCURANDO
ONDE POUSAR.
POUSA NA LEMBRAÇA...
ENQUANTO LÁGRIMAS CONTIDAS ABREM A ESPERANÇA COM UM SORRISO.
ELE É UM HOMEM QUE CHORA E MERGULHA NAS ÁGUAS CORRENTES DA VIDA...
ELE É UM HOMEM QUE CHORA AS HORAS DE OUTRORA
E RI AS HORAS QUE ESTÃO POR VIR...
MANEIO DO TEMPO, DESVELO DE SONHOS, SILÊNCIOS E RISOS.
Andréa Aires Imbiriba
Para o querido amigo, Marquinho...
Alter do chão, 05 de Abril de 2009.
Véspera do seu aniversário.
Fechou um ciclo num dia de ALEGRIA. Amanheceu com o céu aberto pras
coisas boas e que ele merece receber.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
TORPOR
Caminho exausta sobre um chão de rosas e sangro rubi.
Seguro o meu coração que é de cristal
E não o deixo cair.
Fios brancos anunciam o meu crepúsculo
E revelam a fragilidade de minha existência,
Suposta maturidade!
Meu coração de cristal...
Meu temperamento difuso,
Estado de torpor,
Tanta insensatez...
Me dá um desespero o Juízo final...
E no meio da minha solidão a tempestade!
Não...
Não quero envaidecer teu coração de menino,
Mas tocar de mansinho o coração do homem
Que vejo e sinto como se já fora meu!
Esse assombro que me toma a madrugada
Rasga o meu sexo,
Aquece o cálice do meu corpo e sinto a dor do ato literal
E nunca fomos um!
Oh...quanto pecado em sonho!
Diga que é loucura.
Quero mesmo o desvario
Quero mesmo estar no cio
Voraz,
Em brasa,
Apaixonada e louca.
Posso e quero
Imaginar teus dedos
Delineando os meus lábios
Meus ombros
Meus seios e adiante...
Sem pressa e sem cansaço.
Essa inquietude de agora,
Prefiro isto a não ter nada!
Deixa...deixa eu dizer...
Deixa eu te perturbar
De vez em vez
Sem ser demais
Sem invadir os teus domínios...
Só à ti quero dizer...
Posso calar meu pensamento,
Mas quero muito
Que o meu desejo seja o teu.
Juro,
Queria a cura para o meu delírio,
Mas creio estar perdida.
Dá-me um rumo!
Saiba,
O teu medo é a minha dor.
Vem,
Dê-me a tua aurora
E toma o meu coração de cristal...
Andréa Imbiriba
Santarém, 19 de fevereiro de 2007.
Seguro o meu coração que é de cristal
E não o deixo cair.
Fios brancos anunciam o meu crepúsculo
E revelam a fragilidade de minha existência,
Suposta maturidade!
Meu coração de cristal...
Meu temperamento difuso,
Estado de torpor,
Tanta insensatez...
Me dá um desespero o Juízo final...
E no meio da minha solidão a tempestade!
Não...
Não quero envaidecer teu coração de menino,
Mas tocar de mansinho o coração do homem
Que vejo e sinto como se já fora meu!
Esse assombro que me toma a madrugada
Rasga o meu sexo,
Aquece o cálice do meu corpo e sinto a dor do ato literal
E nunca fomos um!
Oh...quanto pecado em sonho!
Diga que é loucura.
Quero mesmo o desvario
Quero mesmo estar no cio
Voraz,
Em brasa,
Apaixonada e louca.
Posso e quero
Imaginar teus dedos
Delineando os meus lábios
Meus ombros
Meus seios e adiante...
Sem pressa e sem cansaço.
Essa inquietude de agora,
Prefiro isto a não ter nada!
Deixa...deixa eu dizer...
Deixa eu te perturbar
De vez em vez
Sem ser demais
Sem invadir os teus domínios...
Só à ti quero dizer...
Posso calar meu pensamento,
Mas quero muito
Que o meu desejo seja o teu.
Juro,
Queria a cura para o meu delírio,
Mas creio estar perdida.
Dá-me um rumo!
Saiba,
O teu medo é a minha dor.
Vem,
Dê-me a tua aurora
E toma o meu coração de cristal...
Andréa Imbiriba
Santarém, 19 de fevereiro de 2007.
domingo, 5 de abril de 2009
Não sei
Indiscutivelmente a vida passa aos meus pés,
Indelével...
Escorre dos meus olhos
a essência que não vivi.
Minha vida supostamente feliz.
Ser o que sou é isso?
Questionamentos aos quais não sei responder.
Só sei que amo demais,
Percebo demais,
Vivo demais.
Lumar(03/04/09)
Indelével...
Escorre dos meus olhos
a essência que não vivi.
Minha vida supostamente feliz.
Ser o que sou é isso?
Questionamentos aos quais não sei responder.
Só sei que amo demais,
Percebo demais,
Vivo demais.
Lumar(03/04/09)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Sapateado de catita
Mesmo com chuva,
a festa se faz no
Condomínio BNH.
Dança dos ratos,
sapateado de catita,
briga por quem grita mais
por calor e sobrevivência.
Não temos a menor ciência
do que pode rolar no
Condomínio BNH.
Falta água na torneira,
comida na geladeira,
espaço pra por a esteira
e sonhos para sonhar.
Lumar(02/04/09)
a festa se faz no
Condomínio BNH.
Dança dos ratos,
sapateado de catita,
briga por quem grita mais
por calor e sobrevivência.
Não temos a menor ciência
do que pode rolar no
Condomínio BNH.
Falta água na torneira,
comida na geladeira,
espaço pra por a esteira
e sonhos para sonhar.
Lumar(02/04/09)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Dona Florzinha no jardim das borboletas
Onde o tempo parece não pesar,
Onde as imagens refletem o brilho do sentir,
Onde o amor reina como condutor de plasmas,
Onde não existe a dimensão de espaço,
Onde tudo pode ser verdadeiro,
Onde você tem cheiro de paz.
Onde minha vontade chegar,
Onde a dor começa a cessar,
Onde a lua encontra o mar
e os caminhos começam a ir.
Onde tuas mãos me fazem jazz
e meus filhos caminham no ar.
Onde o sonho se faz,
Onde você tem cheiro de paz.
Lumar e Marquinho Mota
Onde as imagens refletem o brilho do sentir,
Onde o amor reina como condutor de plasmas,
Onde não existe a dimensão de espaço,
Onde tudo pode ser verdadeiro,
Onde você tem cheiro de paz.
Onde minha vontade chegar,
Onde a dor começa a cessar,
Onde a lua encontra o mar
e os caminhos começam a ir.
Onde tuas mãos me fazem jazz
e meus filhos caminham no ar.
Onde o sonho se faz,
Onde você tem cheiro de paz.
Lumar e Marquinho Mota
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