sexta-feira, 16 de julho de 2010

Brainstorm

Estou uma ilha
cercado de solidão
ouvindo apenas o som do silêncio
e o ruído da alma.
Estou um deserto
árido e fascinante...
perdido entre a cortina de areia em movimento
onde o único vestígio de vida é o desenho do pé
que fica emoldurado por pouco tempo.
Estou um oceano
transbordante de vida e mistérios
calmo e revolto
sombrio e majestoso...
Estou em mutação.
Lumar(16/07/10)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pulsação

Estou à procura de algo que me faça andar,
Que me faça sentir a tua pulsação e som do teu respirar.
Estou em busca de um lugar que me leve
E me deixe leve além dos portões da minha casa.
Quero sentir a vida nos pulsos sem ter que vê-la escorrendo pelas mãos!

Kelly Torres e Marquinho Mota

terça-feira, 13 de julho de 2010

Rock´n Roll

Essa imensidão de luz
que invade meus olhos
e me faz perder a razão.

Essa enxurrada de sentimentos
que invade meus pensamentos
e me transforma em ilusão.

Essa
vontade louca
de sair correndo, abrir as asas
me jogar ao vento
e voar, voar sem direção.

Lumar (13/07/10)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Folha de prata

Qual a imagem que reflete neste espelho?
Qual o pensamento que neste momento explode em minha emoção?
Quem sou????
Refletida, esprimida,
revolta, resoluta.
Quem é essa mulher molhada de chuva,
com o esqueleto arqueado,
quase inerte diante da insensatez?
Que ser é este que mora dentro de mim,
que impulsiona e retrai a cada passo estrangulado?
Que energia é essa que vibra diante os sonhos?
Imagem iluminada refletida de sonhos magia esperança amor.
Imagem de mim.
Lumar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Imagino - te em mim,
quem sabe a dor?
Imagino - te flor,
qual odor?
Imagino - te céu,
imperativo.
Imagino - te!
Nem reflexo,
nem composto,
nunca exposto.
Imagino - te o meio,
nunca início, nem fim.
Imagino - te carmim.
Imagino - te em meus lábios,
em meu corpo, êxtase.
Imagino - te no mundo,
solto, seguindo rumo.
Imagino - te meu,
imagino - te tempo,
Imagino - te!
Lumar

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Porão da Alma

Entre labirintos,
gavetas com fundos falsos
guardando expressões,
memórias,visões,
sentimentos, atos,
possibilidades...
Gavetas suspensas,
presas em fios de ilusão.
Como posso conhecer a ti.
se nem a mim conheço?
Mergulho no plasma
compacto da alma.
Mergulho no infinito,
no supremo estado de espírito
do buscar.
Lumar (23/06/10)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Apelo

Antes que a tarde vá,
a noite chegue,
o dia acabe,
cole seu desejo no meu
esvazie sua ansiedade.

Antes que as horas passem,
os dias corram,
o mundo acabe,
enrole seu corpo no meu
me roube à realidade...

Lumar (10/06/10)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Transe

...ficamos assim lado a lado olhando para o céu de cor indefinida sem saber do tempo passado corrido futuro como que hipnotizados por um som inexistente feito estátuas vivas sem nos dar conta que estávamos nus sob um sol escaldante sem nos dar conta dos olhares das pessoas incrédulas sem nos dar conta que exalávamos sexo paixão prazer ficamos assim lado a lado...
Lumar (10/06/10)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Morfina

Não gosto de sentir dor pequena,
preciso virar do avesso, escarnar,
deixar os nervos à mostra.

Dor tem que ser GRANDE.

Para esgotar o ruim,
esvaziar a alma, fechar ciclos,
zerar tudo e recomeçar.

Gosto de saborear...

Sabor de terra,
sabor de chuva,
sabor de amor.

Sabor de lágrima,
de adeus, de dor,
sabor de vida!


Lumar (09/06/10)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ora vá .....

Chega!!!!
Cansei de ouvir estórias,
de esperar em pé no portão.
Cansei de vinte minutos,
de caixa postal,
escuridão.
Cansei de "podíamos",
talvez, quem sabe.
Cansei do silêncio,
da distância,
da falta de imaginação.
Cansei do abandono.
Chega!!!!
Não quero mais...
Não quero te ter,
não quero tua sombra,
nem teus restos.
Não quero tua falta de tato,
nem teu hiato,
nem teu sorriso tosco.
Não quero mais mentiras,
nem desculpas,
nem meias palavras.
Chega, vá ......
Lumar(05/06/10)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vassoura

Voei em espaços,
turbulências,
prateado raios de lua.
Voei,
pra ver teu sorriso,
sentir teu cheiro,
fazer sentido.
Voei,
e minha vassoura estacionou
em um lugar que eu não queria ir.
Voei,
e o que encontro????
Teu coração ocupado,
teu olhar direcionado para
um horizonte onde não estou.
Mas, valeu a pena.
Te tive por encantamento,
te tive em um momento,
te tive presente,
entre carinhos, gestos e palavras,
te tive enquanto estavas a dormir,
e te olhei assim,
por cima do lance,
pela perspectiva da não ansiedade,
pelo prisma da poesia,
da tua alma liberta,
da lua cheia embalando os sonhos,
da cerveja encharcando
a arma que não posso usar.
Voei,
e agora estou aqui.
Contigo e sem ti.
Lumar(29/05/10)

Para Neruda

Eu não te amo só por te amar.
Te amo porque meu amor é egoista,
porque preciso de ti para sobreviver.
Eu não te amo apenas porque estás aqui,
eu te amo porque mesmo longe
eu consigo me aproveitar da tua força vital.
Não te amo porque teu corpo quente me dá prazer,
te amo porque encontrei em ti
a fêmea perfeita para reproduzir a minha espécie.
Na verdade, eu não te amo.
Apenas te possuo, mas isso é muito bom.

Marquinho Mota

E?

Vá lá,
já cansei de procurar a bolsa que esqueceste ontem na minha casa.
Vá lá,
que eu não te quero mais aqui.
Vá e não olhe pra trás,
estátuas de sal estão a tua espera.
E o que te espera?
Retratos na parede,
bilhetes na porta,
sorrisos amarelos,
minha vida em convulsão?
Vá, a confusão que criaste
fez com que tudo que eu sentia pela manhã
se espalhasse pela casa.
E por mais que procures
eu não sou mais aquele retrato
que escondestes atrás da porta.
O tempo fez com que o
nosso amor ficasse amarelo.
Já nem sei mais das torrentes,
das correntes em meu pescoço,
do espaço entre a dor e o amor.
Já nem sei mais se tenho
a sorte de te possuir.
Já nem sei o norte,
das dores, os odores, os quereres,
o existir.....
Vá,
não olhe nunca as pegadas,
as marcas, as cores,
as horas que sonhamos,
as terras que marcamos,
o som que rimou,
o sol, a lua, a chuva,
tudo que iluminou.
Vá, e no dia que resolveres voltar,
eu não estarei mais aqui.

Marquinho Mota e Lumar

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Te quero agora mas você está longe.

Aguardo ansiosa pela noite que chega,

Te quero agora mas você está longe.

Penso...sinto sua carícia em minha pele,
sua boca em meu seio,
seu cheiro em mim...
queimando por dentro!

Te quero agora mas você está longe.

Onde sua mão me toca, ARDE,
onde sua boca me beija, QUEIMA,
onde sua língua brinca, LATEJA,

Te quero agora mas você está longe.

Chegue logo!
Ou morro ardendo de amor.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Visceral

A sensação que tenho ao olhar teus olhos

é a mesma de cair do décimoandar,

zunido no ouvido,

palpitação, falta de ar.

Tua marca continua cravada em minha alma, e

nem que eu me arraste, sangre até esvair,

nem que eu dilacere a carne,

tua marca continuará.

Não quero ser tua cura,

nem teu vício,

nem precipício.

Não quero ser teu exemplo,

nem teu ponto final.

Quero apenas estilhaçar segredos,

arrancar tua roupa, te encharcar de suor,

romper teus medos, te rasgar ao meio,

ser teu placebo.

Lumar (24/05/10)

Eu acho que tenho um...sentido.

Minhas mãos no escuro
usam teu corpo como vetor
a procura da tua alma.
Tentam encontrar respostas
para perguntas que ninguém quer responder.
Minhas mãos não falam braile,
minhas mãos não se calam,
minhas mãos e meus calos não sabem o que dizer
porque não conhecem as respostas
pelo menos até o amanhecer.
Minhas mãos não constroem mais
aquilo que teus olhos não enxergam,
minhas mãos não tocam os teus sonhos,
minhas mãos se tornam insanas.
Minhas mãos por mais difícil que seja
abrem uma cerveja e escrevem esse poema pra ti.
O meu tato ainda vai te levar ao teto,
e nesse momento o que é concreto vai se tornar abstrato
e minhas mãos já não produzem flores tão belas quanto antes.
Marquinho Mota

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Realidade paralela

( Para Thais)

Caminho em um tapete de folhas
sentindo cheiro de vida.
Energizo-me com a força vital dos elementos.
Vejo pelas frestas da dança dos galhos
a luz brilhante do céu.
A grande árvore é minha morada e
os sons da natureza embalam meus sonhos.
Sou parte disso tudo
e tudo isso vive em mim.

Lumar (19/05/10)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Piegas

Mais difícil que fazer amor
em pé na rede,
é ter alguém por inteiro.

Lumar(14/05/10)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A fita


Não pensei, em nenhum momento,
que estava assistindo o filme da minha vida.
Quando descobri, quase por acaso,
que eu não era mais a protagonista.
Que meus demônios não passavam
de gnomos e duendes passeando no jardim.
Que os meus fantasmas eram apenas

os lençóis secando no varal.
Que os meus caminhos somavam-se
as trilhas sonoras dos vinis.
Que os meus sonhos estavam

embrulhados em celofane rosa,
e que os meus medos enlatados
entupiam meu espaço de ir e vir.
Fechei os olhos e vi a luz acender,
sem glamour, sem platéia, sem tapete vermelho.
Caminhei, olhei pra trás, e dei adeus....

Lumar (13/05/10)

Mas, o que é isso?

Imaginei ontem
que hoje seria diferente.
Imaginei ontem que o amanhã,
ah! o amanhã, seria tão bom
que não precisaríamos mais de telepatia,
bastava olhar e então seríamos
felizes como deliramos outrora.
Como é a primeira frase que eu falei antes?
Imaginar as vezes dói,
imaginar as vezes é estar à margem,
imaginar nem sempre é sonhar,
imaginar também é descobrir que os sonhos
se acabam do outro lado do telefone.
Dói muito imagem - ar.
Imaginar é um jogo,
sonhar é o jogo.
E aos 47 do segundo tempo
eu perdi voce dona certinha.
Imaginar talvez
me faça andar na linha.
Hoje a tua falta
me faz falta,
e esta falta é a morte do sonho
que ontem sonhei.
E enquanto eu dormia,
sonhava e imaginava o que acontecia
do outro lado da linha via Embratel.
Marquinho Mota

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Em gotas

Gotas de chuva,refrescam a noite,
como um beijo na carne crua.
Gotas de chuva,somam efeito,
do toque dos dedos na pele nua.
Lumar(06/05/10)

Não faz meu estilo.

Uma página em branco,
e as palavras fogem.
Meu corpo presente,
meu pensamento e atos, onde estão?
Tudo passa correndo, folhas, nuvem,luzes
e eu só nesse mundinho cão.
Quero teu espaço, teu traço,
tua cama de solteiro,
teu guarda roupa vazio de ilusão.
Nada faz sentido,
nem o ar que respiro e
nem meus passos em vão.
Me dá tua mão,
agora, nesse escuro que sinto.
Olha em meus olhos e vê tudo que persigo,
se estás tão sozinho, como eu,
comunhão.
Lumar(04/05/10)

Doce escravidão

Escrava do tempo,
do pensamento, do ser.
Escrava de sentimentos,
do muito que tenho,
do olhar que distrai,
do não mais vir.
Escrava que sou
do que não tenho,
do espaço que não componho,
do passo que não me leva em frente.
Escrava liberta
que não tem livre arbitrio,
que não tem reflexo no espelho,
nem sombra no rio que deságua.
Escrava sem senzala,
sem corrente, sem algema, sem tempo.
Escrava do senso,
escrava por não poder,
escrava por te querer.
Lumar(06/05/10)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Noturna

Um momento quase por acaso.
Feito de sentimento, sou fato.
Embora a noite me embale,
não existe harmonia em mim.
Um instante entre o olhar do sol.
Sou essência e extremos.
Sou o que nunca percebi.
Um momento,
entre o estar e ser.
Um instante que há em mim.
Noite, abandono de medos,
dores que mostram o reflexo do espirito,
espelho que mostra a alma.
Sou fraco e forte,
sou humano errante,
sou assim.

Lumar (27/04/10)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Helena de Tróia

Infinitos dias,
inúmeras horas.
Sons que se propagam no trovão.
Luz que ilumina
e não apaga.
Seu sorriso estampado no tempo.
O brilho do olhar
que se expande no pensamento.
Palavras que nunca foram ditas,
recados deixados no coração.
Faz muito que não lhe vejo,
mas ficou em mim
a essência de si.
Helena guerreira....
Helena rainha!
A mão estendida,
espalmada de amor e compreensão.
Mestra da vida,
educadora e senhora.
Presente dos deuses,
em mim presente.
Lumar(16/04/10)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Resposta

No ocaso,

corpos entrelaçados,

como dedos das mãos que se encaixam

em uma simbiose perfeita.

No ar, cheiro de paixão,

desejo, tesão,

odores diferentes que se misturam,

química de sedução.

Mãos que viajam nas curvas do corpo,

transmitindo ondas que causam

arrepios, tremores, calor,

que deixam os pelos eriçados..

e o corpo querendo mais,

querendo sempre, mais...

e o gozo, reflexo oposto,

corpo em êxtase.... e

começar de novo, e de novo e de ..

Lumar (06/04/10)

Sem visão

Imagens distorcidas

enchem meu campo de visão.

Meus olhos estão turvos

pelas lágrimas, pelas máscaras,

pela cegueira da ilusão.

Me perco diante de tudo.

Vivo como se não fosse morrer,

esqueço que a vida corre na velocidade da luz.

Os fantasmas rondam meus passos,

perco o equilíbrio, os sentidos,

bebo do fel da incerteza,

como a parte podre do teu pão.

Tateio em vão pela porta e

encontro as janelas do porão fechadas.

Preciso de luz,

preciso de ar,

preciso sentir,

preciso estar vivo para sentir.

Preciso de ti.

Lumar (10/04/10)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Por que tem que ser assim?

As tintas do arco-íris morreram sobre minha mesa

e assim de repente meu mundo ficou preto e branco, cinza, fumaça...

Desde então, é assim que te trago, te fumo, te cheiro

e me estrago em uma película de Feline,

na pelica da luva que Lúcia usa

quando uiva para a lua.

E em sua vassoura

faz versos sobre o reverso do avesso;

Faz com que o fumo cheire

e a pele ligue a chuva ao chão.

Restam poucas cores na minha aquarela,

restam poucas nuvens com forma de flores.

Poucas fitas para assistir,

mas ainda me resta esperar você.

Chove chuva, chove.

Marquinho Mota

quarta-feira, 31 de março de 2010

Luxuria

O quarto inundado
pela luz prata da lua.
O corpo jogado ao chão,
inerte, quente, extasiado.
Preso pelas mãos suaves,
pelos toques precisos e ansiosos,
pela boca que suga,
que morde, que lambe,
que beija e acarinha.
O tesão encurtando espaço e tempo,
sem linha de pensamento,
só luxuria, instinto, entrega, paixão.
Devassidão de corpos....
Lassidão.


Lumar(31/03/10)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Surto

Corto fotografias,
deleto mensagens,
desligo o celular.

Imagino cenas,
armo o circo,
finjo esquecer.

Rasgo bilhetes amarelos,
quebro prato, faço estrago,
risco os cd´s.

Corro descalça,
abraço a noite,
canto sem tom.

Faço - me distante,
sem norte, sem rumo,
sem certeza de ser.

Minha vida em branco e preto,
meu amor quase sem jeito,
meu querer por te querer.

Lumar (25/03/10)



quarta-feira, 24 de março de 2010

Retorno

Há tantos labirintos em mim

que nem sei onde e quando me perdi.

Tantos espaços a serem preenchidos,

tantos sonhos a realizar,

tantos caminhos a percorrer

e eu perdida em mim.

Como posso amar se não me encontro?

Como posso ser se não me vejo?

Como posso?

Meus passos incertos encontram pedras

que se fazem escadas para dar o salto,

para dar o último passo,

e de repente o ar.... o mergulho em mim.

Emerjo das minhas profundezas e

avisto o por do sol.

Acreditar de novo em mim, acreditar na vida,

acreditar no firme propósito de ser feliz,

sair do labirinto escuro,

ser eu, enfim.

Lumar(17/03/10)

Escariotes

Tem um grito estrangulando minha garganta,

uma trave cravada em meu coração,

uma falta de ar por não ter teu espaço,

um ter que flutuar por não ter teu chão.


Tem um gosto amargo na boca do teu último beijo.

Tenho pesadelos.

Tenho vontade de te beijar novamente

e depois te malhar em um sábado de aleluia.


Ainda sinto a corda que deixastes em meu pescoço,

quando fostes embora por trinta pratas.

Ainda sinto tuas unhas cravadas em meus braços,

ainda sinto teu olhar de adeus.


Tem a saudade a rasgar o meu peito,

tem incoerência de sentimentos, desencontro de querer.

Tenho medo.

Não quero mais te querer.


Lumar e Marquinho Mota (24/03/10)

sexta-feira, 12 de março de 2010

A cura

Vício de viver, vício de teimar,

vício de querer o bem, vício de insistir,

vício de beber, vício de fumar, vício.

Vício de tentar ser feliz.

Entre um gole e outro de cerveja,

no sai e entra de poesia...queremos alegria!!!!

Escreve tu

escrevo eu,

me atiço ou me irrito?

Quero um trocadilho pra ver se brilho,

pra ver se exprimo essa falta de mim.

Quero gritar bem alto, dizer não gritando,

poder brincar com as palavras,

brincar de ciranda, de amarelinha, de cantiga de roda.

Poder voltar a ser menina,

e rodopiar no carrossel,

gargalhar ao léu

fazer parceria de encanto,

e no meu vício de magia

trocar letras, palavrinhas, palavrões,

quero dizer grandes palavras... como VIVA! ALEGRIA! COMPAIXÃO!

E sair voando, ficar solta no ar,

sobrevoar o mar,

andar sobre as águas sob o luar,

e nunca, nunca perder o vício de amar.


Ândrea Imbiriba e Lumar

quarta-feira, 10 de março de 2010

Sobras de vício

Sinto – me caindo no vácuo.

Louco isso...

O calor me atinge, mas sinto frio, muito frio,

e meu corpo inteiro arde como se estivesse em uma fogueira.

Meus olhos pesam de tristeza, da falta de visão do meu mundo.

Uma corrente de emoções eletriza meu corpo,

e me sinto extenuada, sem capacidade de raciocinar,

sem vontade de dar o próximo passo.

Traço em vão meu plano de vôo,

rabisco palavras incompreensíveis,

grito por socorro no espaço vazio,

tento me reerguer, minhas pernas não correspondem,

sinto medo, sinto dor, sinto sono,

sinto um nada profundo em mim.

Lumar(10/03/10)

terça-feira, 9 de março de 2010

Ponto G

Passei muito tempo tentando achar o ponto G.
Imaginando como seria a vida depois da descoberta,
como seria o prazer depois do G.
Até que, pasmem, os cientistas descobriram que ele não existe.
E agora me pergunto, que vai ser do meu prazer????
Imagina!?!?!?
Meu prazer está em ser mulher,
em sentir o cheiro do meu homem,
em sentir o toque de suas mãos,
sua respiração, seus carinhos, seu cuidado.
Meu prazer está em entregar -me inteira,
sem culpas, sem medos, sem ansiedade.
Meu prazer está no ato presente,
nos meus sentimentos, no meu tesão.
Meu prazer está em viver o amor por completo,
está no viver intenso,
está simplesmente em minhas mãos.

Lumar(03/03/010)