terça-feira, 28 de julho de 2009

O que eu sei é pouco
diante do mundo
que eu tenho para aprender.
Não tenho nada a me prender
além das minhas próprias correntes.
Correntezas me levam pelas
estradas da sabedoria,
pois o excesso é meu guia,
e a cachaça é meu divã.
Sou absurdo.
Absurdamente pouco,
diante desse mar infinito que me espera
do outro lado da ponte.

Marquinho Mota
Quanto tempo faz?
Quanto mais terrenos para andar?
Percorrer caminhos tortuosos,
caminhos que não levam aos céus.
Quero caminhar nos teus vales,
beber nas tuas fontes,
e dormir no teu colo.
Cola em mim, mas deixa eu respirar,
caminhar, viver, amar.
Te amar.

Marquinho Mota

JotaO - O médico da esperança

Ele partiu voando, tranquilo,
com um sorriso grande estampado no rosto.
Coloriu o mundo
com sua simpatia,
solidariedade, humildade, amor.
Humano, hermano, sempre foi.
Partiu na revoada das borboletas amarelas,
sobrevoando rios, matas, arco iris.
Sua luz fez ponte entre os dois mundos.
Sua semente brotou, deu flores e frutos.
Sua história permanecerá em nós, para sempre.
Então, ele é imortal.

Lumar(28/07/09)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sem perguntas

Perguntas que não ouso fazer,
para não ter respostas que não quero escutar.
Frases perdidas no ar.
Coisas que não preciso lembrar,
momentos que ficaram pra trás.
O cheiro que impregna o ser,
é o mesmo que mata, que ressucita,
que faz retroceder.
Assim sou eu, você e o mar,
no vai e vem da falsa valsa.
Desejo o beijo pra apaixonar,
e o crepúsculo para dizer no final,
que nada sei.

Lumar (24/07/09)

Para Malu

Você sabe o que é esperar?
Nove meses pra nascer,
vinte e quatro horas pra amanhecer,
a eternidade sem te ver,
dezessete anos pra falar com você.
Você sabe o que é esperar?
Um segundo pra crescer,
uma gota pra chover,
meus olhos a te ver,
minha fantasia te percorrer.
Você sabe o que é esperar?
Pra ver a flor brotar,
o bebê no meio da noite chorar,
todos os pesadelos sumirem no ar,
e somente sonhos pra te amar.
Você sabe o que é esperar?
Eu sei.

Marquinho Mota

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Enfim....

O sorriso estampado
na cortina do espaço tempo.
Pragmaticamente....
Visão turva da mistura de sentimentos,
cheiros, alergias, confusão, stress.
Mãos largadas, braços jogados,
pés cansados, mente em profusão.
Nada se faz no calar das horas.
O silêncio de almas,
grita no meu ser claustrofóbico.
Indefinição de subir, descer,
respirar, submergir, subexistir.
Fantasmas rondam minha casa,
vasculham meu porão.
Apnéia, tosse, confusão mental.
E nada de analgésico,
nada de corticóides, nada de subterfúgios.
O que me leva a loucura
é simplesmente o piscar de olhos,
pela falta de espaço físico,
pela espera de solucionar o que não é óbvio,
pelo tudo que se retrata
no retrato de não mais vir.
Apagou a luz, enfim....

Lumar (23/07/09)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sou invisível,
a única lembrança que têem de mim,
é o absurdo de ser.
Sou imperceptível,
o que incomoda é o estar presente
quando não tenho nada a oferecer.
Sou banal,
apenas me torno habitável e compreendida
quando jaz.
Sem ais,
sou mortal.

Lumar ( 21/07/09)

Estória de pescador.

Príncipe dourado
das embrenhas do Maicá,
belíssimo Apapá.
A minha dúvida é:
como pode o Pipira
que só sabe avuar,
pescar um Apapá.
Eu já vi Rola pescar
e ele diz que é o tar,
por ser filho do Marçar.
Tem também o jaçanan,
esse sim eu boto fé,
porque pisa bem macio,
e seu bico corre a fio,
nas costas do jacaré.
Mas neste dia, sim,
o bailado foi dela,
a rainha do mamão,
que pegouo Apapá
pra comermos com pirão.

Guilherme Taré

O último ato de um homem

Estou indo rumo à India,
vou buscar luz.
Estou indo, não volto,
Meu volts é 110
o teu 220.
Estou indo por aí,
mochila nas costas,
de costas para o mundo,
fico mudo.
Estou indo
e no meu último ato
ato tua rede.

Marquinho Mota
O mundo é um giramumdo,
mundo de emoções.
O mundo é um museu de artes plásticas,
onde os plásticos se foram
com as cinzas das minhas ilusões.
Ilusões estas que sairam dos teus olhos,
no meu momento de lucidez.
Meu passado se torna presente,
assado, cozido, ao ponto.
E na sala de justiça
morre Salomão Grande.
No museu da minha história,
continuo perdendo os meus heróis.

Marquinho Mota
Rose das rosas,
flor, cabelo, mulher.
Na madrugada bem acompanhada,
que você quer?
Rose, rosa,
sandálias no pé.
Caminhando e andando,
buscando o querer.
Rose, rosa,
irmã, seja bem vinda!

Marquinho Mota
Enquanto todas criaturas desesperadas,
sem saber o que fazer
dão murro em ponta de faca,
eu sou a faca.
As mãos que batem criam cicatrizes,
a faca entorta e cria falhas.
As mãos moldam,
a faca corta.
A mão tem tato,
a faca é cega.
A mão ampara,
a faca mata.
Enquanto todos dão murro em ponta de faca,
eu me escondo na bainha.
Porque a tempos deixei de ser rainha,
me tornei plebeia
que nenhuma mão quer tocar.

Lumar e Marquinho Mota

Ser absurdo

Espero ser sintetizada em pleno absurdo.
Espero o por do sol
para brilhar em seus olhos prata.
Espero a lua
para trilhar em busca do mais haver.
Espero o dia
para dar bom dia, um beijo,
e poder voar.

Lumar (21/07/09)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Necessidade orgânica.

Só te amo quando respiro.
Só te quero enquanto vivo.
Só te tenho quando preciso.

Marquinho Mota

segunda-feira, 20 de julho de 2009

LUa+MAR = VENTO

(Presente de um querido amigo, obrigada.)

"E o vento me pertence,
quando passa pelo meu rosto, meu corpo
e sussurra bem ao meu ouvido seu nome,
que fica ecoando, para nunca esquecer você.
Eu fecho os olhos e deixo a brisa levar à lembrança
do momento do reencontro, o olhar, o desejo, o querer,
sem jamais se arrepender"

Ronaldo Barata ( 20/07/2009)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Meio de rio

Como canoa descendo o rio,
tendo como quilha o tempo,
como leme a esperança,
como lastro o amor.
O rumo, o horizonte,
Eu sou o dono do vento.

Lumar(16/07/09)

Parágrafo Único

Eu decreto!

A partir de hoje é proibido sentir dor,
só se for a dor da saudade com a certeza do reencontro.

Fica também extinta a fome,
manteremos apenas a fome de viver.

Ficam vetadas todas as pedras do caminho,
será garantida apeenas aquela de Drumond.

Eu decreto!

A partir de hoje,
Viveremos apenas com o amor e a poesia.

Marquinho Mota

In - constante

Um minuto de bobeira, simples assim.
Confundi o teu olhar,
confundi teu carinho,
confundi tudo.
Um minuto, e tudo se perdeu.
Quando percebi, não tinha mais nada.
Entreguei - me sem perguntar se tu querias.
Entreguei - me sem pensar que poderia doer tanto.
Em um minuto, minha cabeça a prêmio.
Sem pestanejar fiz valer o minuto pra esquecer.

Lumar (15/07/09)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Olhando o ceu. Olhando o seu....

Quero te amar com a força de uma planta que nasce
Por entre as paredes de concreto da selva de pedra;
Que floresce sob o sol, sob a chuva,
Apenas para encher teus olhos de beleza.

Quero te amar com a suavidade do vento
Que empina a pipa da criança
Enche a boca de sorriso
E a alma de esperança.

Por que isso me trás gosto de saudades na boca
Cheiro de solidão no ar
Falta, louca falta de tirar tua roupa.
Vontade, infinita vontade
De sentir teu olhar.

Vem de longe, vem pra mim Estrela do Norte,
Vem voando por cima do mar
Com tuas cores e delírios me dá sorte.
Quero, somente quero , te sentir, te amar.


Marquinho Mota

terça-feira, 14 de julho de 2009

Querer é poder.

Quando se canta bem,
os olhos são cegos.
Cegos pro amor,
cegos pra dor,
cegos pra vida.
Quando se escreve,
não existe paz,
não existe chão,
não existe querer bem.
É um procurar sempre,
buscar um lugar, um querer,
um tudo mais.
Quando se quer,
os valores, os prazeres, os seres,
são indiscriminados,
são impublicáveis,
são imperdíveis .
Quando se quer, tudo é possível.
Lumar(13/07/09)

Me ceda uma seda, por favor!

Hoje eu quero falar sobre coisas
que normalmente eu não falo.
Quero falar de porque eu estou aqui,
quero falar....
Mas faltam palavras para falar,
mesmo assim eu tento.
Busco na memória
lembranças difusas,
e tento me encaixar em algum fuso horário,
em que valha a pena ver o tempo passar.
Hoje eu quero falar,
juro que eu quero falar.
Só não sei pra que, pra quem e nem porque.
O eco da minha voz torna cada vez mais dolorido este ato.
Hoje eu queria falar,
como não consigo, escrevo.
Marquinho Mota (12/07/09)

Amanhecer - me

Então, que faço com todo esse sentimento.
Me diz a que me remeto,
onde devo meter a cara.
Onde dou a minha face a bater.
Então me diz...
Mentir que não te quero,
mentir que a noite que se instalou em mim,
não tem estrelas , nem lua, nem mar.
Então me esclarece...
Porque sentir é a parte mais forte,
sentir é o que me transporta,
me faz flutuar, voar,
me faz buscar sorrisos, olhares,
abraços e exterminar os medos.
Então me diz...
Eu espero, amor.
A esperança é o que me faz atravessar o nada.
Eu gostaria de amanhecer - me.
Lumar (12/07/09)

Conversa de boteco

Estou com inveja daquela frase que você disse ontem.
Começar é tudo que precisamos,
inflamar o inflamável,
descarnar o impossível,
sangrar até a hemorragia do não poder.
Sinto inveja da tua dor, da tua poesia.
Até mesmo do teu sangramento
que naquele momento me fez feliz.
Felicidade é um dia qualquer,
um momento qualquer.
A dor que sinto é o de
não poder amar na plenitude,
é o de não poder gritar o encantamento,
é o de não poder fazer o que quero, enfim....
Sinto inveja de você.
Marquinho Mota e Lumar(12/07/09)

Inverso amor

Tenho amores inversos,
amores ocultos,
amores reversos.
Tenho sonhos não revelados,
não vividos, não buscados.
Sonhos estranhos,
sonhos totalmente obscuros.
Tenho vontade de gritar
que não quero o que está pronto.
Tenho vontade de meter o dedo
na tua ferida exposta.
De meter a língua
na tua pele nua e crua.
Tenho o que não quero ser,
sou o que não quero ter.
Lumar(11/07/09)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

umsubtraidodeum

O coração batendo
nocompassodaesperadopasso.

O passo para dar a volta
notempoqueficouláatrás.

O beijo perdido
napoeiradotempodoamor.

O amor retido, suprido
davidaquevivemosadois.

Esse dois que agora
sóéumsubtraidodeum.

Lumar(08/07/09)

Em chamas

Só queria um dia....
para aplacar a dor da minha agonia,
para exorcisar os fantasmas do meu porão,
para explorar as minas do meu subterrâneo,
para limpar os armários e gavetas do meu interior.
Cutucar minhas feridas e
faze -las sangrar até à hemorragia.
Só desejo um dia...
para me recompor,
para compor uma poesia,
para dançar a minha nova canção,
para fechar ciclos e
para ter outra gestação.
Lumar(08/07/09)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Meu querer

Hoje eu quero teu colo,
teu cheiro, teu beijo,
teu corpo no meu.
Hoje eu quero teu olhar de ébano.
Quero tuas mãos massageando meu corpo.
Tuas palavras precisas
renovando meu ego.
Quero tua presença,
teu bom senso,
teu humor.
Quero segredos sussurrados em meus ouvidos.
Quero o brilho da explosão
de te ter por completo.
E se por acaso, não for pedir muito,
quero teu amor,
teu querer,
teu ser.

Lumar (03/07/09)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

jaz

365 dias em branco,
vazio de horas.
Minutos de prazer
destilados em veneno.
Segundos de sonhos
perdidos na fumaça do tempo.
Instantes únicos que sumiram
no breve da estupidez.
O nó na garganta que aperta
até quase estrangular.
A morte fazendo a dança ao meu redor,
tão estonteante e bela,
que quase não consigo resistir.
Tempo que gira em torno do tempo.
365 dias em branco e preto.
Jaz!!!!!!

Lumar(02/07/09)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Conhecer o desconhecido,
Combater as desigualdades,
Viver as diferenças....
Precisamos ousar.

Ser livre,
Viajar no espaço paralelo,
Respirar em baixo d´agua...
Precisamos sonhar.

Compor, ler escrever,
Comer, respirar, amar.
Criar...
Precisamos querer.

Ser eterno,
Ser extremo,
Ser humano,
ser “hermano”...
Precisamos não faltar.

Marquinho Mota.
Veio nas asas de um beija flor
Trazendo o gosto e a cor da alegria;
Deixando um raio de luz
Pelos caminhos caminhados.

Expressão de luta,
Expressão de vida,
Expresso com chantily...

Veio na gota da chuva,
Voz suave,
Cabelos longos,
Paz...

Continua vivendo nas asas do colibri.

Continua chovendo suave

Marquinho Mota

terça-feira, 30 de junho de 2009

Quarto de horas

E a minha mão pousada sobre teu corpo,
no instante torto.
E a minha boca busca o gosto
e o som do teu querer.
E o corpo, como um louco,
busca o compasso do prazer.
A lua como testemunha,
e o vento leva nossos sonhos e sons.
O tempo passa, transformando
o momento de viver,
em quarto de horas
enquadrado no pensamento.
E nossos enlaces,
em nós estão.

Lumar(30/06/09)

Cumulus limbus

Então tudo se fez cinza.
Amargo, intragável,
insuportavelmente real.
Diante meus olhos a sombra da exclusão.
Cinza chumbo,
SOLIDÃO!
Devastadoramente a tempestade
em meus passos tropeça.
Afogo - me em mágoas, lembranças,
recordações funestas.
Então o céu escureceu...
até não perceber se era cinza ou breu.

Lumar ( 30/06/09)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Des-equilibrio

Voce whisky, eu cerveja.

Eu noite, voce dia.

Voce realidade, eu sonho.

Eu promessa, voce verdade.

Voce sensatez, eu insanidade.

Eu poesia, voce música.

Voce jazz, eu rock.

Eu lua, voce estrela.

Voce rio, eu mar.

Eu ying, voce yang.

Lumar(23/06/09)

Eu me levanto.
Mesmo sentindo todo o peso do mundo em minhas costas
eu preciso caminhar,
por isso eu me levanto.

Eu permaneço em pé.
Apesar de todos os baques e de todas as porradas
que levei até aqui,
é preciso continuar de pé.

Eu olho pra frente.
Mesmo tendo os olhos cegos pela insensatez
que se instalou aqui do meu lado,
é preciso continuar olhando para o horizonte.

Eu me rebelo.
Apesar de toda essa acomodação e
das mordaças que nos deram de presente,
é preciso continuar sonhando.

Eu insisto em continuar vivo
para ser livre e lutar.

Marquinho Mota

domingo, 21 de junho de 2009

Sorriso de nada ser


No céu, o sorriso do gato de Alice,
faz lembrar o quanto só estou.
Na retina, a impressão do sorriso do lagarto,
o olhar de questões sem respostas.
O tapete de estrelas descortinado na noite,
noite quente sem afagos, sem perfumes,
sem passos, sem pressa.
E o sorriso no céu continua a lembrar
solidão.. espera...imensidão.

Lumar(21/06/09)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sinto falta de uma estrela,
da tua boca,
de uma mulher.

Sinto falta de borboletas,
de umas tretas,
do que vier.

Sinto falta de bruxas,
de luas,
de polissílabos no liquidificador.

Sinto falta do cheiro,
do dinheiro,
do estalo,
do queimar.

Sinto falta da banda,
do todo,
do som,
do sóbrio.

Sinto falta do gosto,
de agosto,
do desgosto,
do desejar.

Sinto falta da alma,
da calma,
do elmo ,
do Ilmo Sr.,
da mulher que no molho me molha de colher.

Sinto falta de papel para escrever,
sinto falta.

Ainda bem que existem vestidos soltos pela cama.

Marquinho Mota, sentindo falta.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Loucos na noite

Importante é ter história,
sorrisos e brilho no olhar.
Importante é ver o resultado
do trabalho que se vive,
embora o que se faça
seja desconhecido do universo local.
E o universo não é tão grande.
Louco local, do tamanho do mundo.
Mundo sano pequeno, imenso insano mundo.
Importante é não só estar com pessoas,
mas compartilhar com as idéias delas.
Porque ser só, não é o estar só.
Pode ser o sol raiando o novo dia,
na essência de toda cor.

Lumar, Fabinho, Serginho e Pimenta (15/06/09)

Sangria

O que falarei depois disso?
O que falarei depois dos campos,
dos ares, depois dos camparis?
Depois da noite obscura?
Tinham duas pedras, depois tres,
e o obstáculo se fez.
As cores severas,
vermelhas na noite,
contraditórios branco e vermelho.
Coração de gelo.

Lumar e Fabinho (15/06/09)

Tempestade

A cortina de água diante dos meus olhos,
faz com que a solidão me desassossegue mais.
Faz com que a saudade estrangule meu peito
e uma gota de lágrima umedeça meus lábios.
Por que tudo tem que ser tão difícil?
Por que nossos sentimentos são menosprezados?
Chove.....
.... e dentro de mim um vazio,
um querer constante da tua presença.
Sinto frio, sinto tua falta,
sinto vontade de ser feliz.

Lumar (15/06/09)

Orgas.mos

O teu semblante estampado em meu rosto.
O reflexo do mesmo sentimento.
Dois seres com o mesmo sentido.
Dois seres perdidos e abandonados.
Dois seres que se encontraram.
Dois seres separados por convenções.
Dois seres em plena contradição.
Seres que por um momento se completaram
e que foram um para outro,
tão inteiros e tão contraditórios.

Lumar(12/06/09)

Cybermor

Na ponta dos dedos
o medo de não te ter mais,
a tensão de teclar letras e te chamar,
a vontade de percorrer cada pedacinho do teu corpo,
o desejo de apertar o botão do foda - se e te possuir.
Na ponta dos dedos, o poder.
Te desejo, te quero e te amo por um fio.
Apenas por um fio.

Lumar (11/06/09)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

quatrozeronove

A dança dos lábios e línguas...
Sabor de descoberta.
Os corpos em sintonia,
coração pulsando no ritmo do samba rock.
A magia se fazendo no momento exato do sentir.
Infinitas cores no céu do arquiteto.
Alma a flutuar olhando as estrelas,
estrelas dos olhos,
olhos de ébano.

Lumar (10/06/09)

Como Doi!!!!

Eu não tenho nada, além da paciência da espera.
Sinto como se a vida tivesse passado por mim
E ficado no passado.

Na verdade, eu não sinto nada.
Nem medo, nem fome, nem calor e nem frio.
Quer saber: o que eu sinto é nada!!!!!
E isso não importa e nem exporta
Meus sentimentos para Bangcok.

Agora eu tenho fome
E minha cabeça
Ainda dói depois que eu fiquei a noite inteira
pensando em nada.

Foda-se!!!!!!!!!
Perdi a paciência.

Marquinho Mota

Ausência

Sinto tua falta.
Cadê minha inspiração?
Meu segredo, meu medo que impulsiona.
Sinto saudades...
Saudades do teu cheiro, do teu beijo, da tua companhia.
saudades dos papos, dos goles, das gargalhadas por nada.
Sinto tua falta.
E minha inspiração não tem mais.

Lumar (09/06/09)

Extremos

Tão longe e tão perto.
Tão perto e muito distante.
Quase posso tocar o silêncio,
silêncio de palavras, olhares e gestos.
Tão perto que sinto o ar expelido
mas que não posso respirar.
Distante a ponto de não ter certeza que existe.
Distante que me deixa insegura, suspensa, sem chão.
Muito perto a ponto de sufocar,
bem perto que só falto morrer de tesão.
Mas a distância que se faz em abismo,
a ignorância do sentir,
faz com que seja intransponível o caminho.

Lumar (09/06/09)

Ajuruteua

A linha tênue entre o mar e o céu,
entre o ser e o estar,
entre estar e haver.
A linha que borda o linho,
o ninho do meu viver.

Lumar (05/06/09)

Eu

Me dou o luxo de voltar sempre ao ponto de partida.
De sempre ter um outro olhar, uma outra perspectiva,
um outro buscar, um outro ter e querer.
Me dar o prazer de sentir diferente,
de respirar outros ares,
de diferenciar o óbvio.
Hoje quero me presentear com o recomeço.
De por um ponto final na longa espera.
De me sentir inteira,
por completo.
E por mais complexo que seja,
ser Eu.

Lumar (04/06/09)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Entrelaços

A vida em torno do umbigo, o umbigo que une vidas,
vidas que se entrelaçam, laços que estreitam seres,
seres com sede de vida.
Lumar (06/06/09)

Merlot.

Preciso da tua caneta para escrever uma poesia.
Me falta tinta,
me falta um tinto,
me falta você.

Preciso de tua poesia para usar a minha caneta.
Me falta escrever,
me falta um vinho
pois toda vez que eu venho,
não te encontro.

Preciso de um sonho para escrever a minha poesia.

Preciso de você, minha inspiração.

Marquinho Mota

domingo, 31 de maio de 2009

FODA-SE!!!!!

De que adianta ter pés,
se você não sabe andar sozinho?
De que adianta a sua inteligência,
se você não tem um diploma???
De que adianta você ser um cara bom,
se você não tem uma casa?
De que adianta a sua solidariedade
se você vive sempre só?
De que adianta a sua poesia
se você vive a chorar?
De que adianta seus vícios
se você não pode nem ao menos comprar um cigarro?
Isso não te incomoda?
Não te incomoda ser apenas isso?
Ser apenas mais um....
"Felicidade não tem pressa.
Felicidade não tem preço,
e além de tudo, eu sou feliz.*"
(*Charles Tranquilo)

Com orgulho,
Eu sou Marquinho Mota.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

FALTA

Tem dias em que que acordar nao é fazer acordos,
Muito menos sair do sono.
Acordar é abrir portas,
Fechar portos,
Caminhar sem rumo
pois o sentido desmaiou.

Tem dias que me falta a noite,
Me falta fome, me falta voce.
E somente o teu cinturao de estrelas,
Minha estrela,
Me mantem vivo
E por isso vivo,
Sem rumo, sem portas,
Proucurando pelo teu porto,
Roto,
Ao teu lado.

Marquinho Mota.

ENTÃO...

Que graça tem não pisar no chão?
Que graça tem viver somente da razão?

Graça é sentimento,
Graça é o momento,
É estar em Marrocos e pra lá de Marraqueshe.

Graça é gestão,
É gestação,
É a mãe natureza.
Graça é nome de mulher,
É paz.

Graça é ter você assim, de graça...

Marquinho Mota.

O OLHO DO TOURO.


Estrela azul,
Cansada, despedaçada
Mas feliz.

Estrela azul,
Maos pequenas, flutuando em sons
Me fazendo sorrir.

Estrela azul,
Em pé, com fé,
Estou aqui.

Marquinho Mota.

Vou te matar de cheiro

To dodinho pra me deitar naquela cama.
To dodinho pra me cobrir comteu lençol.
Doidinho pra te matar de cheiro
soprar o candieiro,
juntar os travesseros
e começar nosso forró.

To dodinho pra me deitar naquela cama.
To dodinho pra me cobrir comteu lençol.
Doidinho pra te matar de cheiro
soprar o candieiro,
juntar os travesseros
e começar nosso forró.

E hoje aconteça o que aconteça
vai ter amor na cabeça
até o dedão do pé,
quem é que nãoquer um 'nheco-nheco',
bagunçado, 'estubuçado'
com fungado e cafuné.

(Luiz Gonzaga)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Universo em desencanto

O sorriso tosco sobre o rosto marcado.
O corpo querendo se erguer depois da tempestade.
A vida correndo léguas sem dar chance de repensar.
O bicho virando fera.
O mágico engolindo fogo.
A crise do final dos tempos.
O contratempo perdido no andamento do compasso.
O passo ao largo do seu espaço.
O espaço criando traços de déjavu.
O olhar opaco.
O brilho que não se fez.
A rosa que não desabrochou.
O jasmim que ficou sem perfume.
A vida sem reviravolta.
O homem se fazendo de morto para sobreviver;

Lumar(22/05/09)
Poesia, porque estás aqui dentro de mim?
Me arrebata, me deixa de 4 e não sai de mim.
Poesia, o que queres?
Por que mexe com o meu coração?

Um coração que já não bate, só apanha!
Mexe com esta alma sofrida,
que mesmo sem saída,
te acha.

Poesia até quando vamos caminhar juntos?
Serás a guardiã da minha morte,
porque tu és meu amuleto,
me dá sorte, me faz feliz....

Poesia, ah! poesia.....
Me ama, me chama, meu fogo,
Meu deleite com café da manhã,
Não te separas mais de mim.

Marquinho Mota

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Por quê?

Por que me vejo sempre em meio a tantos por quês?
Por que tenho que esperar se posso seguir em frente?
Por que tenho que me esconder se posso simplesmente aparecer?
Por que não tenho um amor de telenovela?
Por que o homem mais gostoso, bonito e interessante está casado, morto ou é gay?
Por que sempre me sento no banco de trás que não dá pra escutar direito?
Por que pinto o cabelo se posso deixá-lo branco charmoso?
Por que as mulheres só são bonitas quando jovens, magras e extrovertidas?
Por que tento afogar minhas mágoas se elas são mergulhadoras profissionais?
Por que o sul é sempre tão ao sul?
Por que chamo o seu nome nos meus devaneios?
Por que sinto o sabor do seu beijo quando tenho saudades?
Por que o pão sempre cai com a manteiga para baixo?
Por que a segunda feira é tão comprida e o domingo tão curto?
Por que o salário termina antes do meio do mes?
Por que tenho que estar aqui se a minha vontade é estar do lado de lá?
Por que meus olhos insistem em lhe procurar?
Por que essa busca infinda?
Por que o sono não vem?
Por que preciso mentir que não lhe quero?
Por que eu tenho tantos por quês?

Lumar(21/05/09)

Nasci para ser a outra

A intolerância pela realidade
me fez ver a vida com outras cores,
buscar outros amores,
experimentar outros sabores,
conhecer pessoas, seres, viveres.
Ter infinitamente outros quereres.
Tenho dentro de mim
um vazio a ser preenchido.
Por isso esse buscar, experimentar,
conhecer, inverter, inventar, subverter,
remoer, recriar,
e renascer sempre ao nascer do sol.

Lumar(21/05/09)

terça-feira, 19 de maio de 2009

O outro lado do rio.

O lugar que eu sonho para viver
fica do outro lado do rio.
Lá tem uma estrela que brilha
todos os dias, só pra mim.
Tem flores com perfumes vários
e tem também uma borboleta
que dá volta no meu jardim.

Do outro lado do rio mora a minha musa
Que flutua por entre as árvores
Tem amor, tem luz, tem paz.

O lugar que eu sonho pra viver
fica dentro de um sonho
e nele minha estrela,
você é o que há de mais belo.

O lugar que eu sonho pra viver
fica dentro do teu coração.

Marquinho Mota

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sons e cores

Em você, ouvi a sinfonia
que toca o meu coração.
Me deixou em paz!!!

vou lembrar de um tempo passado
que me trouxe você de presente.

Quero ouvir novamente
teu sopro em meu ouvido
que por muito tempo
ficou calado para o mundo mudo,
assim como foi a miha existência sem você.

Como eu pude demorar tanto a te encontrar???


Marquinho Mota

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Voar, voar ....

Estou voando além das nuvens,
buscando horizontes em arco íris,
bebendo na fonte do viver intenso.
Estou voando na expansão dos sorrisos,
fazendo desdobramento de querer e amar.
Materializando sonhos
e querendo cada vez mais.

Lumar(14/05/09)

Sem noção

Resto de amor
é como um resto de vinho na garrafa.
Não tem mais sabor, nem cheiro, nem mistérios.
Só o azedo do fim.

Lumar(14/05/09)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ponte de Luz

O pôr do sol avermelhando a água,
a água batendo em meus pés em busca.
Meus olhos procurando o infinito.
Teu cheiro impregnando o ar.
Tua presença sem estar.
Teu beijo em meu corpo
no sopro do vento varjeiro.
A saudade do nada vivido.
A vontade do futuro em questão.
A lua iluminando meus passos incertos,
me levam em busca dos teus passos em vão.
E como a luz bruxuleante da lua cheia no rio
meus sonhos fazem ponte pra dentro de ti.

Lumar(09/05/09)

domingo, 10 de maio de 2009

Meu fruto, teu fruto

Quando eu lhe conheci e lhe tive nos braços,
a estrela em meus olhos brilhou tão intensamente
que quase ofuscou o caminho.

Mas a estrela que vi brilhando em seus olhos
foi muito mais forte e intensa
que de meus olhos uma gota choveu.

Lumar (09/05/09)

Strip-Tease

Faço - me em mil pedaços.
Descrevo - me em poesias e canções.
Desnudo - me inteira e por inteiro.
Deixo - me levar embalada por seu sonhos.
Mas só faço gastar letrinhas, sentimentos e sonhos.
Você definitivamente não faz parte da minha vida.
Você é só a minha ilha de fantasia.

Lumar (08/05/09)

sábado, 9 de maio de 2009

Não é fácil...

(feliz aniversário minha estrela.)


Difícil é acordar
e não sentir teu cheiro,
olhar em volta e não cruzar com teus olhos,
sentir fome e náo encontrar tua boca molhada
para me saciar...

Difícil é não ter o pensamento voltado em você,
é erguer as mãos e
não poder tocar teu corpoo pequeno,
é olhar para o céu
e não ver tua estrela brilhar...

Difícil é não sonhar...
Difícil é não tentar...
Difícil é ficar só.

Marquinho Mota

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Desencanto

essa poesia já foi postada no blog, mas sempre vale a pena relembra Manoel Bandeira.


Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue.
Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias.
Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.-
Eu faço versos como quem morre.

Manoel Bandeira

terça-feira, 5 de maio de 2009

Longe, muito longe.

O que os olhos não vêem,
do coração fica ausente
sinto falta do passado que não vem
saudades de um futuro presente.

Janelas e portas estão abertas,
trazendo imagens de lugar nenhum
caminhos e ruas de vias incertas
transformam o raro em coisa comum.

Mãos que tocam, mãos no ato,
mãos de fato, mãos do feto...
e quando o tato nos leva ao teto,
o que era concreto vira abstrato...

Marquinho Mota.

Fino Paladar

Teu gosto me embriaga como vinho de boa safra,
Que descendo pela minha garganta
me leva a mundos desconhecidos
de volúpia e prazer.

Teu gosto me salva de uma vida sem sentido,
me trás de volta o amor pelo viver
e a vontade de viver pelo o que vier...

Teu gosto me torna melhor
purificando a minha existência
levando para longe,
para o mundo dos sonhos,
meus pensamentos e desejos...

Teu gosto me faz feliz,
me faz descobrir que
a menor distância entre dois corpos
é o beijo.

Marquinho Mota

S(e)téreo

Estou com Sono.
Estou sem som.
Eu estou só!!!!

O meu som proucura a tua solitude
enquanto eu durmo
porque eu tenho sono e
no meu sonho
eu estou só.
Eu tenho dó dentro de mim,
Também tenho o fá o sól, o lá, o si, mas mesmo assim...
Estou sem som.

Me sinto muito só,
por isso eu canto em todos os cantos,
encantos e esquinas da minha vida.

Eu quero sentir tua mão me fazer dormir,
porque eu estou com sono,
muito sono,
Lá na esquina minha menina
Não tenha medo de mim...

Marquinho Mota.

Uma Palavra

Não sei onde estou....
Só sei que estou aqui do teu lado.
Mesmo que isso não seja nada....

Não sei onde estou
Mas sei que devo estar aqui do teu lado,
Mesmo que isso
queira se chamar de dor...

Não sei onde estou
e nem sei o que fazer longe de ti...

Sinto falta do teu calor,
Sinto falta do teu amor,
Sinto falta de você...

Não sei onde estou
Só sei que estou do lado de dentro do teu amor e do teu corpo.

Marquinho Mota

sábado, 2 de maio de 2009

In - verso

A minha paz se faz ao acordar e
ver o dia dar a cor.
O meu sorriso se faz ao perceber que
a flor desabrochou no meu quintal.
A vida se faz ao sentir
que tudo é relativo,
que tudo é maior que sonhos.
Sonhos que temos,
Sonhos que plantamos,
Sonhos que queremos.

Lumar (02/05/09)

Duas gotas de Red

Lembrei de você...
Uma garrafa de Johnnie Walker na mesa. Seca....
Aliás, com duas gotas que fiz cair na minha mão.
Apenas para sentir o gosto da sua boca.
Sensação vazia de prazer.
Gosto, impressão, saudade.
Garrafa vazia sempre lembra o último prazer vivido,
o último momento de ilusão.
Saudade....
Que possamos beber sempre juntos
a última gota.

Lumar(01/05/09)

Enquanto isso....

A vida se propaga na velocidade da luz,
O amor se propaga na velocidade do som,
O beijo se expande com a explosão do tesão.
O mundo gira na velocidade do pensamento
e por um momento sejamos felizes!!!!
A felicidade é decorrente do momento presente,
A vida é só sentimento vivido e sentido,
mesmo que isso doa em nossas
retinas vermelhas cansadas de chorar.
Cansadas de ter lágrimas na janela da alma.
Esperando viver em paz, viver a paz,
que só as voltas do mundo podem trazer.

Lumar e Marquinho Mota

terça-feira, 28 de abril de 2009

Lua em São Jorge

Cor de salmão.
É uma jóia que trás os mistérios das águas do mar.
Mistura teu sabor
Com um filho do rio
Pronto pra te amar.

Beijo de fada,
Mãos de Anjo,
Leva minha alma
Pra dançar em teus jardins,
E me deixa experimentar
O que é estar em você.


Cor de salmão,
Cor de paz,
Me faz feliz.

Marquinho Mota.

Estrela de Rio

Estrela que brilha
Iluminado rios, ruas e sorrisos,
Atrai felicidade e enche minha alma de paz.


Vem até mim com a força da criação,
“aquela primeira
depois da explosão...”


de risos,
de prazer,
de tudo o mais
que nos for permitido.



Marquinho Mota