quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Re - verso
excretando medo,
rancor, solidão.
Sangue vivo que se esvai pelo ralo.
E lava a alma,
e leva a calma,
a palavra que não cala.
A ferida continua exposta,
fazendo com que a dor
imprima sua face,
fazendo com que os sonhos
se percam na viagem,
fazendo com que o corpo,
já tão fraco,
se curve perante a não vida.
Lumar(26/08/09)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sala de Vídeo
comer carne é roer um osso.
No canto da cela
o que resta é a raspa da panela.
No fim da picada,
o veneno ou o orgasmo?
Marquinho Mota
A moça do espelho
Te quero em minha cama toda nua,
te quero assim:
disposta, exposta, pra mim.
Quero você por um segundo,
quero você no meu novo mundo,
quero você assim:
no espelho tecendo a linha e o linho
da tua conciência.
Quero você quando der,
te quero quando você vier.
Marquinho Mota
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Coito
fico molhada.
Minhas pernas tremem,
meu corpo amolece,
estou à deriva.
O mundo ao meu redor
já não existe.
Neste momento só tuas mãos,
tua boca, tua língua e
teu corpo entregue ao meu.
Prazer na plenitude,
instante infinito...........
Lumar(20/08/09)
Em tempo.
vai passando o tempo,
tempo decorrente,
tempo presente,
tempo ausente,
tempo intermitente,
tempo de viver.
E como pipa no ar,
sobe,sobe,
sobe sobre as nuvens,
sem perder o tempo,
tempo de pousar.
Vai, vai, vai,
vai passando o tempo...
Não somos jovens,
nem obsoletos.
Somos a soma do tempo,
tempo de voar.
Serginho e Lumar (20/08/09)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
8centos
Café da manhã.
de te comer,
saborear,
deglutir,
devorar
para não saciar minha gula
e continuar a te comer no jantar.
Hoje acordei com sede
de te beber,
sorver,
chupar,
lamber,
te secar toda
e te inundar.
Hoje pela manhã foi muito boa a tua manha,
nem precisou arranhar o jarro.
Marquinho Mota
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Para Marquinho
é o mes do cachorro louco.
Louco por que?
Louco por quem?
E o mes do homem louco?
Homem que a cada dia
fica mais insandecido,
enclausurado,
enquadrado,
emoldurado na loucura insana
de querer o poder.
Lumar ( 15/08/09)
Corta lombra ou a epopéia do matulão e a medusa
Fiz um rasgo no azul,
Pra te ofertar
O ouro do sol,
A prata da lua
E o brilho das estrelas.
Fiz um rasgo no azul,
Pra te presentear
A beleza da vitória régia,
A profundidade do rio,
A mansidão das margens.
Fiz um rasgo no azul,
Pra poder te dar asas,
Pra te deixar voar,
Pra poder te ver livre.
Lumar(18/08/09)
40wood
Pulso,
ação,
pulsação.
Coração....
Sangue jorrando
no ritmo da emoção.
Wood ser stock,
Janis, Jimi, Joe, Santana,
seres irreverentes
no sentir,
no viver,
na madrugada,
na chuva,
na lama,
no beijo da paixão.
Rock, samba,
sambou o choro da batida
da bossa do João.
Ilusão da paz,
na luz do amor do agosto,
que ficou no gosto do ser.
Lumar (14/08/09)
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
....demais....
e o espaço se fechando em nós.
Olhos,
mãos,
bocas,
línguas,
calor,
suor,
chão.
Chão frio, corpos quentes,
seres ardentes, querer urgente.
Respiração ofegante, e n t r e c o r t a d a.
Palavras desconexas ricocheteando no ar.
Uivos, sussurros, sons do prazer.
Paixão.... tesão.... explosão....
.... exaustão ....
......................................................................................................................................................
Lumar (13/08/09)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Tarde quente, Toda quente....
O calor da casa entre nós dois.
Pulso, pulsy, mel.
Boca molhada, membro em prontidão
mãos que correm loucamentes
corpos que suam sem parar.
Língua.
O calor da casa ultrapassa a parede.
Coração ligado,
Imaginação a mil,
sonhos que entram pela janela
sem pedir licença.
Hoje não tem por que e nem depois.
O calor da casa acalma a alma.
Urros, gemidos
rítmos, sons, sabores
palavras com tesão,
palavras doces,
despudoradas palavras.
Vivamos no calor e na parede.
Marquinho Mota
Reflexos
o errado, o que não existe,
o que sempre divide.
Mesmo assim te espero calmamente.
Pelo quarto, espalhados
momentos, tormentos,
lembranças do que não virá mais.
Mesmo assim te espero....
pra te deixar de quatro,
te deixar estático,
te deixar no chão.
E os espelhos que refletem
o que imagino,
o que não presinto,
o que faz o não sentido de ter.
E deixa que me sinto,
muito mais que isso,
o não ser preciso,
a vontade inesgotável
de querer te comer.
Lumar (07/08/09)
domingo, 9 de agosto de 2009
O dia que deu 16º na Jabatiteua
Não derrama o leite mau,
nem o bom na cara dos caretas.
Já te falei que não gosto de leite,
prefiro o deleite que é
dormir no teu colo na estrada.
Por favor amigo
não estrague o meu caso com esta estrela
apenas me empreste um pouco da tua reverência,
pois sou um rei irreverente
a proucura de um mago
que ainda não trago no meu bolso
nesta noite fria em que o rádio informou:
´´16º na Jabatiteua´´
O que mais eu posso esperar da minha vida?
Marquinho Mota
Uma Lida de Poesia
Não me inflamo com isso
nem assumo nenhum compromisso.
Apenas escrevo...
E trabalho para que minha poesia seja lida.
Minha lida é a minha poesia
Maldita, Malvista, Maltratada,
Sou um operário das palavras
E escravo das minhas emoções.
Marquinho Mota
Eu, Rodolfo e o Guarda Roupas
Eu, Rodolfo e o Guarda Roupas.
Peso, culpa, suor, brigas.
Questão de honra.
´´- E pela porta entreaberta eu vejo a traça furar a parede.´´
A tarde arde apesar de morna.
Cerveja no isopor,
visitas na sala
e nos continuamos aqui,
batendo e gemendo,
Eu, Rodolfo e o Guarda Roupas
com a sua imensa barriga de pau.
Marquinho Mota
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ensaio 50então
Hoje, próximo a completar 48, continuo sem saber o que serei ou como estarei aos 50, se é que conseguirei chegar lá.
É tudo tão absurdamente remoto, que me pego perguntando se é real ou não, se me entrego ao que virá depois, se serei capaz de continuar buscando meus sonhos, se....
Essa partícula que me deixa intrigada, se. Não existe se, como não existe quase, como não existe talvez.
Existe possibilidades, oportunidades, escolhas.
Estou no meio de um turbilhão de emoções. Sentimentos que me embaraçam, me embalam, me escracham, me dilaceram e me levam pra cima.
Pra falar a verdade, estou sendo pedaços de emoções. Ou pedaços de lembranças, ou pedaços de imagens recortadas de algumas vidas vividas.
Ainda não sei exatamente a que vim e nem aonde vou.
Só sei que definitivamente sou um ser mutante. Ser errante. Ser amante. Ser questionador. Ser querente. Ser exatamente o que sou.
Filha, mãe, avó, pai, bruxa, fada, mulher em toda sua plenitude.
Lumar(06/08/09)
A-paixão-nada
Tentei ignorar sentimentos,
tentei deletar idéias e ações.
Inútil.
Tudo falou mais alto.
A paixão ecoou e se expandiu
por todas as células do meu ser.
E agora é essa necessidade louca
da sua boca, do cheiro da sua pele,
do seu toque, da sua voz.
Que fazer com tudo isso?
Poesias, música,
ligação entre a sua alma e a minha.
Encurtar distâncias por um beijo,
transcender espaço e tempo
a minha louca paixão.
Lumar(05/08/09)
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Momento único onde a magia do dia conquistado
se faz em tons laranja,
onde o fogo e a água
se tornam um só elemento.
Por do sol, Porto do ceu...
Espaço de luz, cores e profundidade,
que nos mostra a força do universo
em toda a sua harmonia.
Por do sol, Porto do ceu, Portal de sonhos....
Marquinho Mota
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Meu presente
invadindo minha casa, meu corpo.
Desbravando com a língua
todos os mistérios que há em mim.
Virando -me de ponta a cabeça,
deixando -me em órbita,
em estado de graça,
em nirvana.
Lumar(04/08/09)
Medusa
O cabelo feito de serpente,
que hipnotiza e cega quem chegar perto.
As unhas como garras, fortes e afiadas,
que acarinha e amacia, mas que também
segura o corpo e prende até desfalecer.
A boca que suga e saboreia cada
gota de chuva, cada pedaço de chão.
Um lado que grita e esperneia,
outro que silencia e aceita.
Um bicho que todo mês sangra,
que chora de prazer e de dor.
Que diz não querendo um sim,
que diz sim sem convicção.
Contraditório, diverso,
disperso, explosão.
Anjo, demônio,
puta, santa, ser: mulher.
Lumar(04/08/09)
terça-feira, 28 de julho de 2009
diante do mundo
que eu tenho para aprender.
Não tenho nada a me prender
além das minhas próprias correntes.
Correntezas me levam pelas
estradas da sabedoria,
pois o excesso é meu guia,
e a cachaça é meu divã.
Sou absurdo.
Absurdamente pouco,
diante desse mar infinito que me espera
do outro lado da ponte.
Marquinho Mota
JotaO - O médico da esperança
com um sorriso grande estampado no rosto.
Coloriu o mundo
com sua simpatia,
solidariedade, humildade, amor.
Humano, hermano, sempre foi.
Partiu na revoada das borboletas amarelas,
sobrevoando rios, matas, arco iris.
Sua luz fez ponte entre os dois mundos.
Sua semente brotou, deu flores e frutos.
Sua história permanecerá em nós, para sempre.
Então, ele é imortal.
Lumar(28/07/09)
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Sem perguntas
para não ter respostas que não quero escutar.
Frases perdidas no ar.
Coisas que não preciso lembrar,
momentos que ficaram pra trás.
O cheiro que impregna o ser,
é o mesmo que mata, que ressucita,
que faz retroceder.
Assim sou eu, você e o mar,
no vai e vem da falsa valsa.
Desejo o beijo pra apaixonar,
e o crepúsculo para dizer no final,
que nada sei.
Lumar (24/07/09)
Para Malu
Nove meses pra nascer,
vinte e quatro horas pra amanhecer,
a eternidade sem te ver,
dezessete anos pra falar com você.
Você sabe o que é esperar?
Um segundo pra crescer,
uma gota pra chover,
meus olhos a te ver,
minha fantasia te percorrer.
Você sabe o que é esperar?
Pra ver a flor brotar,
o bebê no meio da noite chorar,
todos os pesadelos sumirem no ar,
e somente sonhos pra te amar.
Você sabe o que é esperar?
Eu sei.
Marquinho Mota
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Enfim....
na cortina do espaço tempo.
Pragmaticamente....
Visão turva da mistura de sentimentos,
cheiros, alergias, confusão, stress.
Mãos largadas, braços jogados,
pés cansados, mente em profusão.
Nada se faz no calar das horas.
O silêncio de almas,
grita no meu ser claustrofóbico.
Indefinição de subir, descer,
respirar, submergir, subexistir.
Fantasmas rondam minha casa,
vasculham meu porão.
Apnéia, tosse, confusão mental.
E nada de analgésico,
nada de corticóides, nada de subterfúgios.
O que me leva a loucura
é simplesmente o piscar de olhos,
pela falta de espaço físico,
pela espera de solucionar o que não é óbvio,
pelo tudo que se retrata
no retrato de não mais vir.
Apagou a luz, enfim....
Lumar (23/07/09)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Estória de pescador.
das embrenhas do Maicá,
belíssimo Apapá.
A minha dúvida é:
como pode o Pipira
que só sabe avuar,
pescar um Apapá.
Eu já vi Rola pescar
e ele diz que é o tar,
por ser filho do Marçar.
Tem também o jaçanan,
esse sim eu boto fé,
porque pisa bem macio,
e seu bico corre a fio,
nas costas do jacaré.
Mas neste dia, sim,
o bailado foi dela,
a rainha do mamão,
que pegouo Apapá
pra comermos com pirão.
Guilherme Taré
O último ato de um homem
vou buscar luz.
Estou indo, não volto,
Meu volts é 110
o teu 220.
Estou indo por aí,
mochila nas costas,
de costas para o mundo,
fico mudo.
Estou indo
e no meu último ato
ato tua rede.
Marquinho Mota
mundo de emoções.
O mundo é um museu de artes plásticas,
onde os plásticos se foram
com as cinzas das minhas ilusões.
Ilusões estas que sairam dos teus olhos,
no meu momento de lucidez.
Meu passado se torna presente,
assado, cozido, ao ponto.
E na sala de justiça
morre Salomão Grande.
No museu da minha história,
continuo perdendo os meus heróis.
Marquinho Mota
sem saber o que fazer
dão murro em ponta de faca,
eu sou a faca.
As mãos que batem criam cicatrizes,
a faca entorta e cria falhas.
As mãos moldam,
a faca corta.
A mão tem tato,
a faca é cega.
A mão ampara,
a faca mata.
Enquanto todos dão murro em ponta de faca,
eu me escondo na bainha.
Porque a tempos deixei de ser rainha,
me tornei plebeia
que nenhuma mão quer tocar.
Lumar e Marquinho Mota
Ser absurdo
Espero o por do sol
para brilhar em seus olhos prata.
Espero a lua
para trilhar em busca do mais haver.
Espero o dia
para dar bom dia, um beijo,
e poder voar.
Lumar (21/07/09)
terça-feira, 21 de julho de 2009
Necessidade orgânica.
Só te quero enquanto vivo.
Só te tenho quando preciso.
Marquinho Mota
segunda-feira, 20 de julho de 2009
LUa+MAR = VENTO
"E o vento me pertence,
Ronaldo Barata ( 20/07/2009)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Meio de rio
tendo como quilha o tempo,
como leme a esperança,
como lastro o amor.
O rumo, o horizonte,
Eu sou o dono do vento.
Lumar(16/07/09)
Parágrafo Único
A partir de hoje é proibido sentir dor,
só se for a dor da saudade com a certeza do reencontro.
Fica também extinta a fome,
manteremos apenas a fome de viver.
Ficam vetadas todas as pedras do caminho,
será garantida apeenas aquela de Drumond.
Eu decreto!
A partir de hoje,
Viveremos apenas com o amor e a poesia.
Marquinho Mota
In - constante
Confundi o teu olhar,
confundi teu carinho,
confundi tudo.
Um minuto, e tudo se perdeu.
Quando percebi, não tinha mais nada.
Entreguei - me sem perguntar se tu querias.
Entreguei - me sem pensar que poderia doer tanto.
Em um minuto, minha cabeça a prêmio.
Sem pestanejar fiz valer o minuto pra esquecer.
Lumar (15/07/09)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Olhando o ceu. Olhando o seu....
Por entre as paredes de concreto da selva de pedra;
Que floresce sob o sol, sob a chuva,
Apenas para encher teus olhos de beleza.
Quero te amar com a suavidade do vento
Que empina a pipa da criança
Enche a boca de sorriso
E a alma de esperança.
Por que isso me trás gosto de saudades na boca
Cheiro de solidão no ar
Falta, louca falta de tirar tua roupa.
Vontade, infinita vontade
De sentir teu olhar.
Vem de longe, vem pra mim Estrela do Norte,
Vem voando por cima do mar
Com tuas cores e delírios me dá sorte.
Quero, somente quero , te sentir, te amar.
Marquinho Mota
terça-feira, 14 de julho de 2009
Querer é poder.
os olhos são cegos.
Cegos pro amor,
cegos pra dor,
cegos pra vida.
Quando se escreve,
não existe paz,
não existe chão,
não existe querer bem.
É um procurar sempre,
buscar um lugar, um querer,
um tudo mais.
Quando se quer,
os valores, os prazeres, os seres,
são indiscriminados,
são impublicáveis,
são imperdíveis .
Quando se quer, tudo é possível.
Lumar(13/07/09)
Me ceda uma seda, por favor!
que normalmente eu não falo.
Quero falar de porque eu estou aqui,
quero falar....
Mas faltam palavras para falar,
mesmo assim eu tento.
Busco na memória
lembranças difusas,
e tento me encaixar em algum fuso horário,
em que valha a pena ver o tempo passar.
Hoje eu quero falar,
juro que eu quero falar.
Só não sei pra que, pra quem e nem porque.
O eco da minha voz torna cada vez mais dolorido este ato.
Hoje eu queria falar,
como não consigo, escrevo.
Marquinho Mota (12/07/09)
Amanhecer - me
Me diz a que me remeto,
onde devo meter a cara.
Onde dou a minha face a bater.
Então me diz...
Mentir que não te quero,
mentir que a noite que se instalou em mim,
não tem estrelas , nem lua, nem mar.
Então me esclarece...
Porque sentir é a parte mais forte,
sentir é o que me transporta,
me faz flutuar, voar,
me faz buscar sorrisos, olhares,
abraços e exterminar os medos.
Então me diz...
Eu espero, amor.
A esperança é o que me faz atravessar o nada.
Eu gostaria de amanhecer - me.
Lumar (12/07/09)
Conversa de boteco
Começar é tudo que precisamos,
inflamar o inflamável,
descarnar o impossível,
sangrar até a hemorragia do não poder.
Sinto inveja da tua dor, da tua poesia.
Até mesmo do teu sangramento
que naquele momento me fez feliz.
Felicidade é um dia qualquer,
um momento qualquer.
A dor que sinto é o de
não poder amar na plenitude,
é o de não poder gritar o encantamento,
é o de não poder fazer o que quero, enfim....
Sinto inveja de você.
Marquinho Mota e Lumar(12/07/09)
Inverso amor
amores ocultos,
amores reversos.
Tenho sonhos não revelados,
não vividos, não buscados.
Sonhos estranhos,
sonhos totalmente obscuros.
Tenho vontade de gritar
que não quero o que está pronto.
Tenho vontade de meter o dedo
na tua ferida exposta.
De meter a língua
na tua pele nua e crua.
Tenho o que não quero ser,
sou o que não quero ter.
Lumar(11/07/09)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
umsubtraidodeum
nocompassodaesperadopasso.
O passo para dar a volta
notempoqueficouláatrás.
O beijo perdido
napoeiradotempodoamor.
O amor retido, suprido
davidaquevivemosadois.
Esse dois que agora
sóéumsubtraidodeum.
Lumar(08/07/09)
Em chamas
para aplacar a dor da minha agonia,
para exorcisar os fantasmas do meu porão,
para explorar as minas do meu subterrâneo,
para limpar os armários e gavetas do meu interior.
Cutucar minhas feridas e
faze -las sangrar até à hemorragia.
Só desejo um dia...
para me recompor,
para compor uma poesia,
para dançar a minha nova canção,
para fechar ciclos e
para ter outra gestação.
Lumar(08/07/09)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Meu querer
teu cheiro, teu beijo,
teu corpo no meu.
Hoje eu quero teu olhar de ébano.
Quero tuas mãos massageando meu corpo.
Tuas palavras precisas
renovando meu ego.
Quero tua presença,
teu bom senso,
teu humor.
Quero segredos sussurrados em meus ouvidos.
Quero o brilho da explosão
de te ter por completo.
E se por acaso, não for pedir muito,
quero teu amor,
teu querer,
teu ser.
Lumar (03/07/09)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
jaz
vazio de horas.
Minutos de prazer
destilados em veneno.
Segundos de sonhos
perdidos na fumaça do tempo.
Instantes únicos que sumiram
no breve da estupidez.
O nó na garganta que aperta
até quase estrangular.
A morte fazendo a dança ao meu redor,
tão estonteante e bela,
que quase não consigo resistir.
Tempo que gira em torno do tempo.
365 dias em branco e preto.
Jaz!!!!!!
Lumar(02/07/09)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Combater as desigualdades,
Viver as diferenças....
Precisamos ousar.
Ser livre,
Viajar no espaço paralelo,
Respirar em baixo d´agua...
Precisamos sonhar.
Compor, ler escrever,
Comer, respirar, amar.
Criar...
Precisamos querer.
Ser eterno,
Ser extremo,
Ser humano,
ser “hermano”...
Precisamos não faltar.
Marquinho Mota.
Trazendo o gosto e a cor da alegria;
Deixando um raio de luz
Pelos caminhos caminhados.
Expressão de luta,
Expressão de vida,
Expresso com chantily...
Veio na gota da chuva,
Voz suave,
Cabelos longos,
Paz...
Continua vivendo nas asas do colibri.
Continua chovendo suave
Marquinho Mota
terça-feira, 30 de junho de 2009
Quarto de horas
no instante torto.
E a minha boca busca o gosto
e o som do teu querer.
E o corpo, como um louco,
busca o compasso do prazer.
A lua como testemunha,
e o vento leva nossos sonhos e sons.
O tempo passa, transformando
o momento de viver,
em quarto de horas
enquadrado no pensamento.
E nossos enlaces,
em nós estão.
Lumar(30/06/09)
Cumulus limbus
Amargo, intragável,
insuportavelmente real.
Diante meus olhos a sombra da exclusão.
Cinza chumbo,
SOLIDÃO!
Devastadoramente a tempestade
em meus passos tropeça.
Afogo - me em mágoas, lembranças,
recordações funestas.
Então o céu escureceu...
até não perceber se era cinza ou breu.
Lumar ( 30/06/09)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Des-equilibrio
Voce whisky, eu cerveja.
Eu noite, voce dia.
Voce realidade, eu sonho.
Eu promessa, voce verdade.
Voce sensatez, eu insanidade.
Eu poesia, voce música.
Voce jazz, eu rock.
Eu lua, voce estrela.
Voce rio, eu mar.
Eu ying, voce yang.
Lumar(23/06/09)
Mesmo sentindo todo o peso do mundo em minhas costas
eu preciso caminhar,
por isso eu me levanto.
Eu permaneço em pé.
Apesar de todos os baques e de todas as porradas
que levei até aqui,
é preciso continuar de pé.
Eu olho pra frente.
Mesmo tendo os olhos cegos pela insensatez
que se instalou aqui do meu lado,
é preciso continuar olhando para o horizonte.
Eu me rebelo.
Apesar de toda essa acomodação e
das mordaças que nos deram de presente,
é preciso continuar sonhando.
Eu insisto em continuar vivo
para ser livre e lutar.
Marquinho Mota
domingo, 21 de junho de 2009
Sorriso de nada ser
sexta-feira, 19 de junho de 2009
da tua boca,
de uma mulher.
Sinto falta de borboletas,
de umas tretas,
do que vier.
Sinto falta de bruxas,
de luas,
de polissílabos no liquidificador.
Sinto falta do cheiro,
do dinheiro,
do estalo,
do queimar.
Sinto falta da banda,
do todo,
do som,
do sóbrio.
Sinto falta do gosto,
de agosto,
do desgosto,
do desejar.
Sinto falta da alma,
da calma,
do elmo ,
do Ilmo Sr.,
da mulher que no molho me molha de colher.
Sinto falta de papel para escrever,
sinto falta.
Ainda bem que existem vestidos soltos pela cama.
Marquinho Mota, sentindo falta.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Loucos na noite
sorrisos e brilho no olhar.
Importante é ver o resultado
do trabalho que se vive,
embora o que se faça
seja desconhecido do universo local.
E o universo não é tão grande.
Louco local, do tamanho do mundo.
Mundo sano pequeno, imenso insano mundo.
Importante é não só estar com pessoas,
mas compartilhar com as idéias delas.
Porque ser só, não é o estar só.
Pode ser o sol raiando o novo dia,
na essência de toda cor.
Lumar, Fabinho, Serginho e Pimenta (15/06/09)
Sangria
O que falarei depois dos campos,
dos ares, depois dos camparis?
Depois da noite obscura?
Tinham duas pedras, depois tres,
e o obstáculo se fez.
As cores severas,
vermelhas na noite,
contraditórios branco e vermelho.
Coração de gelo.
Lumar e Fabinho (15/06/09)
Tempestade
faz com que a solidão me desassossegue mais.
Faz com que a saudade estrangule meu peito
e uma gota de lágrima umedeça meus lábios.
Por que tudo tem que ser tão difícil?
Por que nossos sentimentos são menosprezados?
Chove.....
.... e dentro de mim um vazio,
um querer constante da tua presença.
Sinto frio, sinto tua falta,
sinto vontade de ser feliz.
Lumar (15/06/09)
Orgas.mos
O reflexo do mesmo sentimento.
Dois seres com o mesmo sentido.
Dois seres perdidos e abandonados.
Dois seres que se encontraram.
Dois seres separados por convenções.
Dois seres em plena contradição.
Seres que por um momento se completaram
e que foram um para outro,
tão inteiros e tão contraditórios.
Lumar(12/06/09)
Cybermor
o medo de não te ter mais,
a tensão de teclar letras e te chamar,
a vontade de percorrer cada pedacinho do teu corpo,
o desejo de apertar o botão do foda - se e te possuir.
Na ponta dos dedos, o poder.
Te desejo, te quero e te amo por um fio.
Apenas por um fio.
Lumar (11/06/09)
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quatrozeronove
Sabor de descoberta.
Os corpos em sintonia,
coração pulsando no ritmo do samba rock.
A magia se fazendo no momento exato do sentir.
Infinitas cores no céu do arquiteto.
Alma a flutuar olhando as estrelas,
estrelas dos olhos,
olhos de ébano.
Lumar (10/06/09)
Como Doi!!!!
Sinto como se a vida tivesse passado por mim
E ficado no passado.
Na verdade, eu não sinto nada.
Nem medo, nem fome, nem calor e nem frio.
Quer saber: o que eu sinto é nada!!!!!
E isso não importa e nem exporta
Meus sentimentos para Bangcok.
Agora eu tenho fome
E minha cabeça
Ainda dói depois que eu fiquei a noite inteira
pensando em nada.
Foda-se!!!!!!!!!
Perdi a paciência.
Marquinho Mota
Ausência
Cadê minha inspiração?
Meu segredo, meu medo que impulsiona.
Sinto saudades...
Saudades do teu cheiro, do teu beijo, da tua companhia.
saudades dos papos, dos goles, das gargalhadas por nada.
Sinto tua falta.
E minha inspiração não tem mais.
Lumar (09/06/09)
Extremos
Tão perto e muito distante.
Quase posso tocar o silêncio,
silêncio de palavras, olhares e gestos.
Tão perto que sinto o ar expelido
mas que não posso respirar.
Distante a ponto de não ter certeza que existe.
Distante que me deixa insegura, suspensa, sem chão.
Muito perto a ponto de sufocar,
bem perto que só falto morrer de tesão.
Mas a distância que se faz em abismo,
a ignorância do sentir,
faz com que seja intransponível o caminho.
Lumar (09/06/09)
Ajuruteua
Eu
De sempre ter um outro olhar, uma outra perspectiva,
um outro buscar, um outro ter e querer.
Me dar o prazer de sentir diferente,
de respirar outros ares,
de diferenciar o óbvio.
Hoje quero me presentear com o recomeço.
De por um ponto final na longa espera.
De me sentir inteira,
por completo.
E por mais complexo que seja,
ser Eu.
Lumar (04/06/09)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Entrelaços
Merlot.
Me falta tinta,
me falta um tinto,
me falta você.
Preciso de tua poesia para usar a minha caneta.
Me falta escrever,
me falta um vinho
pois toda vez que eu venho,
não te encontro.
Preciso de um sonho para escrever a minha poesia.
Preciso de você, minha inspiração.
Marquinho Mota
domingo, 31 de maio de 2009
FODA-SE!!!!!
se você não sabe andar sozinho?
De que adianta a sua inteligência,
se você não tem um diploma???
De que adianta você ser um cara bom,
se você não tem uma casa?
De que adianta a sua solidariedade
se você vive sempre só?
De que adianta a sua poesia
se você vive a chorar?
De que adianta seus vícios
se você não pode nem ao menos comprar um cigarro?
Isso não te incomoda?
Não te incomoda ser apenas isso?
Ser apenas mais um....
"Felicidade não tem pressa.
Felicidade não tem preço,
e além de tudo, eu sou feliz.*"
(*Charles Tranquilo)
Com orgulho,
Eu sou Marquinho Mota.