terça-feira, 16 de setembro de 2008

Te sinto no vento, nas ondas que me levam para os teus braços,
Que me abraçam, que elevam, que me fundem no céu.
Te sinto na lua,
Que brilha em meus olhos, que reflete na água,
Que invade de luz.
Te sinto sempre,
E toda a ausência me diz,
Sou nada sem sentir.

E nada sentindo, sinto muito
E muito não é nada perto do que eu não sinto.
Queria que você estivesse aqui,
Para ver o rio,
Sentir o vento, ou sentir nada.
Nada importa, quando você não está aqui.


Lú & Mar

Um comentário:

Kelly disse...

O jogo sinestésico desse poema é muito bom, se eu não estivesse presente no dia em que ele foi concebido, pensaria que se trata de um poema simbolista... Mas os simbolistas não tinham a inspiração certa para escrever esse poema.
Gostei muito do paradoxo da segunda estrofe, além do romantismo presente em todos os versos, é claro.
Luz e paz pra vcs!