segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Duas sedas

Me dei conta que nunca te dei um presente: "Gracia!"
Pelo menos assim posso falar do teu passado,
prever teu futuro e
acreditar que amanhã vai ser outro dia.
Me dei conta que nada conta
além do presente que voce me trouxe do passado.
E estamos baseados nos sorrisos,
os olhares ritmados,
motivados pro amanhã.

Andrea Imbiriba e Marquinho Mota
Enxugue seu peito
para poder sentir orgulho.
Lave sua boca
para proferir palavras santas.
Seque suas lágrimas
para sentir emoções.
Deixe suas mãos livres e crie

palavras, sentimentos, arte.

Deixe seus pés descalços e ande,
deixe seus ouvidos stéreo e escute,
deixe seu coração bater.

Pulsar, rimar, viver.

Deixe sua boca úmida e beije,
deixe sua pele quente e sinta.
Deixe sua impressão pessoal, digital...

E viva além do windows 2007.


Marquinho Mota

Camuflagem

Como camaleão
camuflando existência,
sentimentos, sonhos.
Deixando-se ao sol
para aquecer esperanças,
deixando-se levar pela maresia.
Só o movimento dos olhos
denuncia viver,
só a espera
à cansar os músculos,
só o calor do deserto interior,
como camaleão.

Lumar(25/12/09)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Amor é....

O amor não é algo que você pega,
usa, manda embora
e chama novamente quando precisa.
O nome disso é táxi.

Amor é outra coisa.

Marquinho Mota.

sábado, 26 de dezembro de 2009

De D. Erwin Kräutler


Entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe,

e prostrando-se prestaram-lhe homenagem.“

Mt 2,11



Deus criou céu e terra,

estrelas e galáxias,

mares e rios, florestas e campos,

animais e plantas, flores e frutas.


Deus criou-nos à sua imagem:

mulher e homem.

Deus confiou-nos este mundo

como lar a ser cuidado, protegido e amado.

Deus, na plenitude do tempo, entrou em nossa história,

assumiu nossa humanidade, nasceu menino.



Celebrar o Natal do Senhor é agradecer:


o seu amor carinhoso,

revelado na obra de sua criação;


a sua benevolência infinita,

manifestada na sua vinda ao mundo;


a sua palavra eterna e imutável,

luz para o nosso caminho.


Prestar homenagem é dar graças

e cantar as maravilhas do Senhor.


Adorar, bendizer, louvar o bom Deus é

proteger a criação da depredação,

defender a vida contra a morte,

lutar pela paz como fruto da justiça.


Caro Marquinho,

amigas e amigos da Rede FAOR,


Que o Natal do Senhor nos faça cantar o amor de Deus e sua justiça

e empenhar-nos no ano novo e sempre

na edificação do seu Reino de Paz


Erwin Kräutler

Bispo do Xingu.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Voce quer mais o que, imbecil?!
Que eu invente histórias
pra justificar o ido?
Que permaneça calada
pra sintetizar o risco?
Que vire a esquerda torta
da sua vida?

Voce quer mais o que, imbecil?!
Meu grito demente,
meu estar sem estar,
minha aparência de vivo,
minha vida sem ar?

Voce quer mais o que, imbecil?!
Que eu volte pela direita,
que eu não sinta nada,
e que minha parede continue branca
como era antes de voce ir embora?

Afinal de contas,
o que é que voce quer?

Lumar e Marquinho Mota (21/12/09)

Salada pronta

Meu bem,
voce não tem sentimentos.
O que tempera a sua vida é:
um glutamato monossódico.

Lumar (20/12/09)
Estou indo embora.
Não sei porque e nem pra onde.
Só sei que estou indo embora,
não posso mais ficar aqui.
O ar que respiro agora, me faz mal.
É tão pesado, que sinto
chumbo entrando pelas minhas narinas.
É tão denso, como nevoeiro em alto mar.
Estou indo embora, e sinceramente,
espero não voltar mais.
Olhar para esta paisagem,
me faz tão mal quanto lembrar de voce.
Adeus!

Marquinho Mota

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pimenta Rosa

Eu não sou poeta,
mas meu viver apimenta teu dia.
Eu não sou o que queres,
mas meu desejo
de ter inteiro teu mundo,
muda o rumo do querer.
Minha visão do tudo
busca o infinitivo da tua imensidão.
Minha paz em tuas mãos.
Rosa que perfuma meus passos,
rosa que estreita os abraços,
que embala sonhos,
que me refez.
E eu trago rosas pra voce.

Lumar e Marquinho Mota(19/12/09)

A tempo

Um tempo sem palavras
palavras sem tempo
tempo em movimento.
Movimento de olhos,
movimento de corpos,
movimento sem tempo.
Um tempo para se contar,
contar histórias para lembrar,
lembrar do tempo,
tempo que não se faz.
Movimenta o espírito,
movimenta espaços,
movimenta o passo,
o passo para o tempo,
tempo de se calar.

Lumar(19/12/09)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sem sombra de dúvida

Gosto quando roubo

teu sorriso escrachado.

Gosto quando te tenho

em minhas mãos.

Gosto quando tiramos

as máscaras, as amarras,

os grilhões.

Gosto de realçar teu viço,

de te mascar, te rasgar,

te comer, te absorver.

Gosto de reter teu gozo,

te massagear as costas e teu ego,

gosto até de lamber tuas feridas.

Gosto de te ter assim...

Perto, longe, dentro em mim.

Lumar(17/12/09)

Rainha de Luz

Vou me embrenhar em tua flor
com minha boca faminta
e minhas mãos ávidas
para encontrar teus gemidos e teu gozo.

Vou perder a razão quando nossos sexos se unirem
e nossos corpos se transformarem em apenas um:
um Ser desprovido de razão. Puro instinto.

Vou desabar em uma paz interna
quando só tivermos amor para dar ao outro
e enfim nos alimentaremos das nossas essências.

Marquinho Mota

Úmida

Falta um pedaço de ti em minha boca

Com o gosto quente de comida pronta

E com o sabor dos teus mamilos ontem à noite.


Entorto a reta com palavras cruas

Que saem da tua boca

Como o sabor leve

Dos teus olhos ao amanhecer.


Quanta esperança ainda resta em meus ouvidos

De ter novamente teu som

Por mais um segundo, que seja,

Em minha calma???


Por quanto tempo eu fiquei aqui??


Marquinho Mota



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Companheira

Arrasto - me pelas ruas, pelos bares, pelos becos.
A costa curvada pela bagagem
das culpas, dos sonhos perdidos,
da solidão, de medos.
Tropeço na angústia, na ansiedade,
na ausência de sorriso,
na falta de união.
Passos tropêgos, olhar vago,
visão turva de suor e lágrima.
Minha única companhia,
a morte.
Rondando - me faceira,
com seu cheiro inconfundível.
Sinto medo e fascínio,
repulsa e afeto,
abandono...
Anoiteço em mim.

Lumar(11/12/09)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Contraponto/noitedia

A noite me carrega pra lugares
e instantes longe de ti,
me preenche da tua ausência,
me encharca de pensamentos obscuros,
me embriaga com o perfume doce da tua saudade.

A noite... estranha companheira,
amante da ilusão.

O dia vem com a sua força
e leva a noite de ontem .
Abre caminhos para os teus pés
caminharem até o palácio da sabedoria.

Nos envolve com o manto da brisa matutina,
nos da consolo,
nos faz dormir e descansar,
nos dá a certeza
que a noite já está vindo
nos pegar para sair.

Lumar e Marquinho Mota(29/11/09)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Semsentido

Eu aqui de novo...
A mesma mesa,
o mesmo espaço,
o mesmo gosto de solidão.
O copo a lembrar
a bebida que resta para brindar.
A vida que passa sem razão,
razão que escorre dos dedos,
fumaça ao vento.
Eu ainda aqui...
A noite rondando meus medos,
reavivando prazeres escondidos ,
sentidos aguçados pelo ar.
Eu aqui,
sem cais pra aportar,
sem estradas a percorrer,
sem ter pra onde voltar.

Lumar(27/11/09)

Cego olhar

O vento sopra a areia
do rio que escorre,
que marca no rosto
as expressões de imagens sentidas,
que molda nas mãos
a emoção do crer,
que cega os olhos e
libera a adrenalina de viver.
Vento que sopra de cima,
e embaraça a canoa
que atravessa o rio mar.
Vento que traz cantigas de ninar,
que traz esperanças pra sonhar,
que traz voce, meu olho cego de amar.

Lumar (27/11/09)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pulsar

O sangue que pulsa pelo corpo
determinou o rítmo da minha vida
quando estava a caminho de casa
procurando colo,
proucurando um porto para partir e
uma porta para entrar.

A luz que reflete em minhas retinas
gravou tua imagem em minha alma tão forte
que chego a imaginar
que sempre esteve lá;
tão de perto que chego a sentir
teus traços ancestrais em mim.

O cheiro que invade meu ser
com certeza veio de você.

Marquinho Mota

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ponta de pedra,
pedra gravada
ponta de um,
cabeça pintada
pelo sol,
pelo céu
pêlo seu.

Agua verde,
Morada de Deus
Casa vazia
desejos meus, teus.

Boca na boca
alma na alma
em vidas passadas
vem você que é minha calma
na beira de um rio.

Marquinho Mota

Sem fronteira

O calor derretendo minhas barreiras.
O espaço estreitando teu e meu corpo,
respiração lenta, ofegante, sedutora.
Sede de língua salivada.
Vai e vem de sensações,
sentidos, sentimentos.
Pele saborizada de querer.
O tempo um louco desejo,
a vida longo prazer.

Lumar(18/11/09)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Alterdormecida

Silêncio!

A cidade dorme.

Pés descalços caminham

na madrugada nua.

Olhos espreitam pelas frestas,

seus sonhos, seus medos,

sua esperança.

A cidade sonolenta

embala os corpos

enganados pelo tempo.

Silêncio!

Não desperte os tentáculos

que esmagam a alma.

Deixe que o ser flutue

na fina teia do próximo pulso.

Lumar(16/11/09)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Luzes da vida


Lua crescente,

Crescente encanto.

Luzes...

Amores ardentes,

Beijos suaves,

Corpos em simbiose.

Cores...

Desejos explícitos,

Carinhos voláteis,

Prazeres profundos.

Vidas... Mundo.


Lumar(13/11/09)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vôo da bruxa

Nessa noite
nuvens prateadas,
vento frio
embalando meu sono.

E o meu vazio interior,
está cheio de letras,
está cheio de saudades,
está repleto dos teus sons.

Nessa noite,
estranhos desejos,
meu pulsar inteiro
chama por ti..

Vagueia minha alma,
em espaços diversos.
Te busco, te acho, te tenho,
guardo em mim.

E a lua como pipa,
flutua, brilha, instiga,
me faz transcender,
transgredir.

E me deixa ser tua,
teu ar, teu estar, teu sentir,
bem dentro de mim.

Lumar(05/11/09)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Paisagem

A noite descortinada
como seda bordada de estrelas,
cheirando a assucena e jasmim,
apenas o som do silêncio da paz.
O rio correndo lento,
a areia refletida na luz pálida da lua crescente.
Canoas balançando ao vento
sem ter porque sair do lugar.
Magia da noite,
esperanças renovadas em sonhos,
projetos para fazer valer.
Encontro inesquecível de seres,
brilho de fadas e duendes,
feitiço de viver...
Lumar(22/10/09)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Jogo de sedução


Olhar em festa e
a boca perdida em um beijo seu.

O vento acariciando meu corpo.
O clamor dos nossos desejos explícitos.
Sinto - me flutuar na imensidão.
Lumar

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Orion

Brilha nos meus sonhos uma estrela
com a força do amor.
Um anjo que com tanto encanto,
sempre enxugou meu pranto
e para distante a tristeza levou.

Sorri pra mim lua linda
faz de mim o teu desejo
pois sem o teu desejar eu não existo
e sem existir...
Eu desisto.

Marquinho Mota

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caliente

Inquietude da longa espera.

Calor que emana da terra mãe.

Vento quente que sopra a agonia dos pássaros,

das águas, das matas, dos seres viventes.

Tarde ensolarada de respiração diminuta.

O brilho exagerado que traz piscar constante.

Suor brotando do corpo quente.

Temperatura alta,

De pensamentos eróticos,

exóticos... instigantes.

Não tem gota de chuva.

Só o desejo para umedecer lábios.

Inquietude...

Lenta tarde.

Lumar(14/10/09)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Refeita

Parei tudo.

Fechei pra balanço.

Pesando para equilibrar

os prós e os contras,

a solidão ou mau amor.

Pesar: é egoísmo ou covardia.

Se sou ou estou,

se confio ou finjo confiança.

Pesar se sou feliz ou improviso felicidade.

Pesos e medidas para

Olhar para dentro do infinito de si.

Lumar (08/09/09)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eh! Vontade

Um gole,uma garrafa,
uma grade inteira.
Um trago, um cigarro,
um maço, uma carteira.

Bebe - se, fuma - se!
Para esquecer ou
para não lembrar?
Tudo para endoidar.

É quando a mente fica demente,
e mente que não sente.
É quando se solta o mundo,
e começa a flutuar.

Lumar

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Água descendo pela garganta
Molhando as palavras secas que você guardou pra mim.
Preciso de mais, preciso de ar, preciso ir.

Água molhando o pé da planta
descendo pela terra onde você me jogou
por me querer amarrado
de mãos atadas
vivendo a sua vida
sem ter como sentir.

Água me levando longe.
Água me fazendo sonhar.

Marquinho Mota

Tatoo

..... quando vi você
meu coração bateu forte no peito e...
não tinha mais jeito
vi brotar de repente um
sentimento diferente
com gosto de quero mais
sua voz em meus ouvidos
soava como canção antiga
de lembrança fulgás
sua história com a minha parecia
e seus sonhos completavam os meus
seu corpo no meu corpo seria
tatuagem que a vida deu.....

Lumar (30/09/09)

Lavando a alma

Olho através da janela em movimento,
o rio que passa preguiçosamente, lento e sereno.
Por dentro ebulição....
Remoendo sensações,
reinventando histórias, imagens, sons.
Levando na correnteza,
mágoas, rancores, mau amor.
Lavando a alma....
No rebuliço da marola,
a canoa rebola,
e a vida se expande em profusão.

Lumar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Compondo Cumplicidade e Paisagem

Para Marquinho (22/09/09)

Tu que chegas de Santarém
trazes os póros inflados de rio.

Eu que sempre estive em Belém
te ofereço meus olhos lavados

No fogo monstro dos crepúsculos.

Mocorongamente bebes a tarde
e ao anoitecer estarás de mãos dadas
com a estrela maior de tua constelação.

E eu ao teu lado, copo em punho,
alma ereta nas entranhas desta vida
que nos fere e é ferida.

Sou teu irmão de longa data, e gerados e
paridos na mesma placenta poética
agrupados no mesmo campo de batalha
comcatendo contra os morteiros do tédio
e os fuzis da solidão... Nossa guerrilha lírica.

A arma como sabes é a poesia
e a munição é a paixão
e pelo que vejo
estás bem municiado.

Meu amigo, é isso que os poetas precisam:
de uma paixão, boa bebidae mil amigos
Para que se torne palpável e comum
a utopia do infinito.

Sandro Barbosa.
Uma dor de chorar,
uma vontade de abraçar,
um caminho.

Uma ponta pra queimar,
uma cerveja pra tomar,
uma partida.

Um lugar pra voltar,
uma boca pra beijar,
uma rede.

Marquinho Mota

Só saudade

Como se não houvesse lugar nenhum.
Nenhum instante.
Rancor, penar, não sinto.

Sinto somente o ar.

Não há brisa, não há luar.
Só a luz que pisca amarela,
como se não quisesse iluminar.

Noite escura,
de bola na caçapa,
sem capa, a caça.

O celular insistente,
o barulho no lugar da voz,
e o dedo a teclar à distancia.

O copo vazio,
papéis rabiscados pelo chão.
O corpo meio estático, frio.

A retina sem nenhuma cor,
ausência de sorriso,
e a saudade à explodir dor.

Lembranças povoam a solidão,
a alma à espera da costura dos sonhos,
tentando conciliar a loucura de estar são.

Lumar(22/09/09)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sergeniando

Minha carne exposta
na vitrine da vida.
Meu pensamento colocado
ao lado da imposição do normal.
Tenho olhos que buscam o inacessível.
Os pés que buscam
o que não consigo alcançar.
As mãos vazias de afago e socorro.
A vida correndo ao largo.
O tempo impreciso
e o infinito se faz.

Lumar(16/09/09)

Passional

Perdoa - me por ficar indiferente.
Perdoa - me por ficar ausente na tua dor.
Perdoa - me por buscar outros passos,
espaços, parênteses de dissabor.
Perdoa - me por não te agradecer suficientemente.
Perdoa - me por ter penetrado tua mente.
Perdoa - me por ter te privado de viver feliz.
Perdoa - me por tentar seguir em frente.
Perdoa - me por ser assim.

Lumar(17/09/09)

Sentindo falta

Sinto falta do apertar dos dedos na hora do medo.

Sinto falta do olhar indicador do que fazer.

Sinto falta das palavras do nada dizer.

Sinto falta do tempo estreito em teus braços.

Sinto falta do discorrer das línguas embaralhadas
de sentidos e sentimentos ocultos.

Sinto falta do teu calor na cama,
do trançar de pernas,
da comunhão.

Sinto falta de ar,
sinto falta de chão.

Sinto falta de mim,
sinto falta de ti.

Lumar(16/09/09)

Madrugada contigo

Ouvi teus passos
e tua voz ecoou em mim.
Respirei teu cheiro
e teu ar expelido bem devagar.
Senti teu corpo pesando
e o instinto me conduzindo a flutuar.
Prazeres adormecidos,
afloraram com o sabor dos beijos.
Mãos escorregando em curvas, protuberâncias
e pelos suados.
Redemoinhos...
Sons inaudíveis e incomparáveis.
Cores explodindo no espaço
Sonho, acordei no vazio.
Lumar(16/09/09)

A porra da cachaça

Não tenho pressa,
mas tenho um preço e me prezo por isso.
Não tenho casa,
mas tenho acasos e não sei pra que sirvo.
Não tenho cor,
mas sei de cor tudo o que vomito.
Sou absurdo,
sou absinto,
e quem liga pra isso?

Marquinho Mota (12/09/09)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sopa de letrinhas

misturei as letras do alfabeto

e minha saudade escreveu teu nome

num estranho dialeto.


consoante e vogais

se encontraram casuais

e contaram os meus ais.

.

eu estava um trissílabo:

Tristeza!!


me perguntava em dissílabo:

Quando????


e perdida me achava em você!!!!

Lumar(10/09/09)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Casa da Amélia

Cheiro de café fresco,
cheiro de terra molhada.
Gosto de ginja, caju, graviola.
Gosto de arroz com farinha.
Cheiro de jasmim dos seus cabelos,
cheiro de assucena,
cheiro de por de sol.
Riso de crianças,
rosado de amor.
Lembranças da infância,
imagem do portão
escancarado para o rio.

Lumar(09/09/09)

Passo a passo

Ando para que as amarras da intriga não me peguem.
Ando para que o tudo se faça presente.
Ando para que nada se estagne.
Ando para que possa respirar outros ares.
Ando.......
E o mundo dá voltas........
Voltas que me envolvem.
Ando, para dar o passo para voar e ser feliz.

Lumar(28/08/09)

Dia longo

Preguiça de pensar, raciocinar.
Preguiça de levantar
o corpo, o moral.
Preguiça..........
e o dia mal começou.
A cama como imã,
retém seu cheiro, seu calor.
Como posso levantar?
Dia longo de suspiros,
de desculpas,
por não ter coragem de viver.

Lumar(08/09/09)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sete vidas

Ciclos, círculos, circos.
Poses, caras, exposições.
Momentos em tempo de pausa.
Crescente, cheia, minguante, nova.
Lua, nova lua, nova Lú.
Sete passados, sete círculos,
sete ciclos, sete instintos,
sete de três.
Ciclos, círculos, circos.
Palhaços que somos do teatro da vida.
Vida exposta, vida refletida,
Vida lunar.

Lumar(06/09/09)

Raios lunares

Sem gnomos, pirilampos, duendes.
Sem borboletas no jardim.
Mesmo assim a lua continua a iluminar.
Insiste em fazer minha sombra me assombrar.
Ilumina o sorriso etéreo.
Ilumina o rio, a vala, a lama.
Rastro prata em qualquer lugar.
Não importa se triste,
não importa se sujo,
não importa se mau.
Ela, magnânima, ilumina a vida,
deixando que os sonhos
se embalem no vento frio da noite.

Lumar(05/09/09)

Sorrir

Sorria sempre!!!!!!!!!
O sorriso liberta,
o sorriso escancara.
O sorriso é o escangalhar de sentimentos.

Lumar
Minha inspiração
me leva a ação,
me joga e estira no chão,
me expõe com a mão,
Ah! minha inspiração.

Lumar(um dia qualquer)

H. Q.

São incontáveis e insubstituíveis as histórias de vida.
As dúvidas relativas de viver.
Como saber que direção tomar na bifurcação?
Como saber qual é a sensação de não sentir o que se é?
Que fazer com o que resta?
Viver constantes: Segue! Pare! Pense!
E o tempo nem a favor e nem contra.
O tempo seguindo seu ritmo.
O tempo retendo seu tempo,
até o tempo de não mais estar/ser.

Lumar(em algum tempo)

Big Bang

Estrela que todos os dias brinca com o sol,
faz brilhar o caminho que leva ao amor,
o caminho que faz feliz o meu coração.

Estrela que brinca de viver, que sonha...
Que flutua em notas musicais
reproduzindo o som da criação
a cada respirar seu.

Estrela azul,
minha bela estrela azul...
Mora comigo no infinito do meu quarto....

Minha pequena estrela que pulsa...

Marquinho Mota

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sem


Há algo de podre no reino da Dinamarca,

que ainda não encontramos

por que não temos passaportes.

que falta de sorte nascer aqui.



Há algo de podre na ante-sala

onde recebo as pessoas

não sei se sou eu ou a visita.



Há algo de podre em Brasília,

bem no coração.



Acho que hoje eu não estou inspirado.



Marquinho Mota






segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Velha Vitrola

A vida é um risco, meu mundo é um disco
riscado,
mundano,
vivivdo

rodando na vitrola
virada,
corrida,
parida,
com a rotação ao contrário.

Oh arte em nós!!!

A vida vive entre parênteses,

A mão que escreve é impronunciável,
incorreta,
ins-crita,
incrível.

Não crive o que eu te falei até agora,
engula em estado bruto.

Porque você riscou o meu vitral?

E meu disco continua rodando
inflável,
impávido,
infalível,
inaudíuvel.

Onde está teu som agora??

Marquinho Mota

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Novo tempo

Voa menino,
deixe - se seduzir
pela imensidão do azul.
Voe bem alto,
esquadrinhe longe.
Deslumbre - se!
Encante - se!
Sorria com o vento.
Voe... Crie... Sonhe...
Recrie a emoção de viver.

Lumar(26/08/09)

Re - verso

A ferida sangra,
excretando medo,
rancor, solidão.
Sangue vivo que se esvai pelo ralo.
E lava a alma,
e leva a calma,
a palavra que não cala.
A ferida continua exposta,
fazendo com que a dor
imprima sua face,
fazendo com que os sonhos
se percam na viagem,
fazendo com que o corpo,
já tão fraco,
se curve perante a não vida.

Lumar(26/08/09)